País precisa reverter a rota do empobrecimento e da possível ruptura da democracia
Redator 14 de janeiro de 2022 0
© Getty Images. A metade mais pobres do Brasil ganha 29 vezes menos do que os 10% mais ricos
Cabe a pergunta: será possível reverter essa lamentável situação brasileira em menos de uma geração? É difícil, mas não impossível. O momento é agora. As eleições majoritárias poderão dar início à mudança dessa real perspectiva sinistra.
É urgente repensar o Brasil para reverter a rota do empobrecimento e da possível ruptura da democracia.
De nada adianta propor abertura econômica, como forma de acelerar o progresso, sem um entendimento de micro e macrorreformas com vista à prosperidade social. Toda e qualquer reestruturação deverá incluir o bem-estar e a ascensão das classes de menor poder aquisitivo. Uma sociedade torna-se próspera quando os Três Poderes e o Congresso Nacional estão a serviço do progresso da nação. Esse é o ponto-chave para elevar a autoestima e a confiança dos cidadãos na estrutura política e institucional do País.


Há de se ter como meta implícita em todos os projetos estruturantes a elevação da renda per capita ao longo de uma geração. Eles deverão conter um coeficiente de inclusão social, de interconectividade regional econômica e de redução do custo Brasil. A redução das desigualdades será crucial para assegurar a sustentabilidade. No mais, trata-se das reformas tributária, fiscal e administrativa, da redução dos gastos obrigatórios, dos projetos de infraestrutura e da integração de ações econômicas dos bancos públicos com vista à inclusão social.
No entanto, a viabilidade de todas essas ações dependerá do equilíbrio fiscal das contas públicas federais, sem orçamentos secretos, pois estes constituem a negação de todo o princípio do Estado de Direito Democrático socialmente responsável.
*PROFESSOR DE ECONOMIA DA EAESP-FGV; AUTOR DO LIVRO: OK, ROBERTO. VOCÊ VENCEU! O PENSAMENTO ECONÔMICO DE ROBERTO CAMPOS (EDITORA TOPBOOKS)
