PM que agrediu esposa e a matou se casou com a vítima havia 6 meses

0
image (12)

Érika Ferreira com o marido, o soldado da Polícia Militar Thiago Cesar de Lima, na festa de casamento deles

O policial militar que foi preso após matar a esposa no meio da rua se casou com a vítima havia seis meses. O caso ocorreu na madrugada de domingo (3/12) em Perus, na zona norte de São Paulo.

O que aconteceu:

O soldado Thiago Cesar de Lima, de 36 anos, e Erika Ferreira, de 33, formalizaram a união no fim de maio, de acordo com postagens nas redes sociais da vítima.

Nas redes sociais, a coordenadora comercial compartilhou fotos do dia do evento, incluindo dela e do noivo, além dos padrinhos e madrinhas. Uma das imagens mostra a mulher, de vestido branco, véu e tênis branco, em cima de uma moto de alta cilindrada da marca BMW.

cropped-AMBIPAR-BANNER
previous arrow
next arrow

Um vídeo compartilhado nas redes sociais ainda mostra um “corredor” de convidados e, no fim, Thiago aparece acelerando a moto enquanto a companheira está na garupa e sorri com uma taça em mãos.

Erika deixa duas filhas. O enterro dela ocorreu na tarde de ontem (4/12), em um cemitério de Franco da Rocha, na região metropolitana de São Paulo.

Entenda o caso:

O soldado Thiago Cesar de Lima contou à polícia que ele e a mulher começaram a discutir dentro do carro na madrugada de domingo (3/12). Eles estavam na rua Bananalzinho.

Imagens mostram que a mulher desce do carro e abre uma das portas traseiras, onde está o marido. Ela tenta puxá-lo para fora do carro e dá um soco nele.

O policial, que estava de folga, sai do carro desferindo vários socos na mulher e dá tiros à queima-roupa. Vizinhos testemunharam a cena de violência.

A vítima fica no chão e ele entra no carro para ir embora. Depois, ele retorna e arrasta a mulher até o carro.

A vítima foi levada ao Pronto-Socorro do Hospital Geral de Taipas, também na zona norte, onde morreu. O policial militar foi preso em flagrante por feminicídio e uma pistola calibre .40 foi apreendida para perícia.

O policial foi encaminhado ao Presídio Militar da Romão Gomes e Corregedoria foi acionada. O caso foi registrado como feminicídio pela 4ª Delegacia de Defesa da Mulher Norte.

Na tarde da segunda-feira (4/12), a Justiça de São Paulo converteu a prisão em flagrante do soldado em preventiva (por tempo indeterminado) na audiência de custódia. Universa tenta contato com a defesa do soldado.

Em caso de violência, denuncie

Ao presenciar um episódio de agressão contra mulheres, ligue para 190 e denuncie.

Casos de violência doméstica são, na maior parte das vezes, cometidos por parceiros ou ex-companheiros das mulheres, mas a Lei Maria da Penha também pode ser aplicada em agressões cometidas por familiares.

Também é possível realizar denúncias pelo número 180 — Central de Atendimento à Mulher — e do Disque 100, que apura violações aos direitos humanos.

Há ainda o aplicativo Direitos Humanos Brasil e através da página da Ouvidoria Nacional de Diretos Humanos (ONDH) do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH). Vítimas de violência doméstica podem fazer a denúncia em até seis meses.

About Author

Compartilhar

Deixe um comentário...

cropped-AMBIPAR-BANNER
previous arrow
next arrow