Por apoio de Bolsonaro, senador Davi Alcolumbre acolhe ofensiva contra STF

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Davi Alcolumbre. Foto: Matheus Veloso

Por Daniela Lima

Parlamentares e ministros de cortes superiores que têm acompanhado a movimentação de Davi Alcolumbre (Uniao-AP) na Comissão de Constituição e Justiça avaliam que o amapaense decidiu usar o Supremo como isca para atrair o apoio de bolsonaristas à sua pretensão de voltar a ocupar a presidência do Senado.

Na quarta (4), Alcolumbre colocou em votação e aprovou, em 42 segundos, projeto que suprime poderes do STF, e tudo isso sem sequer detalhar o item que estava em apreciação, sem citar a palavra Supremo. A proposta foi aprovada por unanimidade, depois de ter ficado parada por dois anos na gaveta da CCJ.

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Um membro proeminente do parlamento confirmou informação publicada inicialmente por Malu Gaspar, colunista d’O Globo: Alcolumbre foi até Jair Bolsonaro pedir o apoio do ex-presidente à sua tentativa de voltar a comandar o Senado.

Motivo: por já ter presidido a Casa por duas vezes —e feito seu sucesso, Rodrigo Pacheco— Alcolumbre enfrenta certa fadiga de material e oposição em partidos de centro e da centro-esquerda. A avaliação é que seria empoderar demais um grupo, o de Alcolumbre e Pacheco, mantê-los no com o mando do Senado por mais quatro anos.

Alcolumbre não encontrou unanimidade em sua candidatura antecipada à vaga de Pacheco nem no MDB nem no PSD. O PT e outros partidos da base também estão divididos.

Diante disso, tentando fechar antecipadamente a tampa de uma eleição que, para valer só começa no ano que vem, ele foi a Bolsonaro e passou a participar pautas de setores mais radicais do bolsonarismo, como a aprovada hoje.

Um ministro de corte superior resumiu: “Ele quer amarrar a eleição pelo bolsonarismo”. Resta saber a que preço.

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