PT quer descobrir quem gravou Vorcaro na prisão e pedirá quebra de sigilo

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por coluna Mônica Bergamo, Folhapress

Homem de cabelos escuros penteados para trás, vestido com terno preto, camisa branca e gravata cinza, segura microfone com a mão direita enquanto fala sentado em cadeira branca. Ao lado direito, há uma garrafa de água e um copo sobre uma mesa pequena. Fundo azul com logotipos da empresa 'esfera' visíveis.
O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro – Rubens Cavallari – 22.abr.2024/Folhapress

O time jurídico da campanha do PT pedirá à Polícia Federal e à PGR (Procuradoria-Geral da República) que solicitem a identidade de todas as pessoas que visitaram Daniel Vorcaro nas unidades prisionais onde ele esteve custodiado, em especial aqueles que entraram com dispositivos aptos à gravação.

A campanha vai pedir, ainda, a posterior quebra de sigilo telemática de todos os identificados, a fim de apurar a violação de sigilo funcional e outros crimes similares.

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O pedido visa identificar quem gravou o áudio, divulgado pela revista Veja, em que Vorcaro afirma ter financiado o documentário do cineasta Oliver Stone sobre o presidente Lula (PT).

No áudio, o ex-banqueiro diz que negociou com o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto o pagamento de propinas para acessar fundos de pensão de servidores federais. Parte desse dinheiro, R$ 30 milhões, teria financiado o filme de Stone.

Como mostrou a coluna, a PGR desconfia que áudio de Vorcaro sobre Lula tenha sido gravado ilegalmente na prisão para ser usado na campanha.

A gravação, se feita dessa forma, seria ilegal, já que nenhuma das pessoas que ele recebe na Papudinha, em Brasília, onde está preso, poderia entrar no estabelecimento com gravador ou celular.

A Polícia Federal nega que o ex-dono do Banco Master tenha prestado depoimento ou entregue documentos a respeito de um suposto financiamento do documentário “Lula”, como afirma a revista Veja.

Uma parte da equipe de defesa de Vorcaro, de 23 profissionais, também acredita que o áudio foi gravado de forma ilegal, porém há mais tempo, e vazado apenas agora, com objetivos eleitorais.

Há uma desconfiança de que a gravação ilegal pode ter sido feita por agentes públicos ou por alguém da própria equipe de defesa, que é formada por várias bancas de advocacia. Ou por alguma visita que teria driblado a segurança da prisão.

Quando Vorcaro estava na PF, os advogados podiam entrar na prisão com computadores e gravadores para tomar depoimento dele destinado às tratativas de colaboração premiada. Na Papudinha há conversas por vídeo que poderiam ser gravadas.

A equipe do cineasta Oliver Stone diz que jamais pediu e recebeu qualquer recurso de Vorcaro, nem foi informada da suposta solicitação.

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