Ricardo acusa Efraim de desonesto e ter recebido R$ 2,5 milhões pela “compra” de passe político“. senador rebate, confira

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Efraim Filho x Ricardo Coutinho

Efraim Filho x Ricardo Coutinho

O embate político entre Ricardo Coutinho e o senador Efraim Filho ganhou novos contornos e subiu o tom. Em resposta às declarações de Efraim, durante um programa de rádio na capital, que havia classificado críticas como “choro de perdedor e dor de cotovelo”, o ex-governador reagiu de forma dura, levantando acusações graves e questionando diretamente a postura política do senador.

Ricardo Coutinho se apresentou como um “vencedor” e afirmou ter enfrentado, segundo ele, “a maior perseguição da história política da Paraíba”, sem jamais recuar. Disse que sempre manteve a cabeça erguida por confiar em sua inocência e em sua trajetória pessoal e política.

Na sequência, Coutinho mirou diretamente Efraim Filho, lembrando que o senador foi citado em duas delações premiadas, com detalhes, envolvendo a acusação de recebimento de R$ 2,5 milhões pela chamada “compra do passe” político. Segundo Ricardo, diante dessas acusações, Efraim teria optado pelo silêncio. “Sumiu, se escafedeu, emudeceu”, disparou.

Ao tratar do resultado das eleições de 2022, Ricardo Coutinho afirmou que a vitória de Efraim só teria sido possível graças ao que chamou de “milagres das fakenews”, além do uso de orçamento secreto, emendas pix e outros mecanismos que, segundo ele, “sujam a política”. Em tom ainda mais provocativo, disse que, sem esses instrumentos, Efraim teria dificuldades até para vencer uma eleição proporcional em João Pessoa.

O ex-governador encerrou sua fala lançando um desafio direto ao senador. Segundo Ricardo, Efraim evita responder ao ponto central da discussão: se apoiou ou não o governo do presidente Lula em troca do controle político de órgãos estratégicos, como os Correios e o DNIT.

“Ele não respondeu à questão central. Em troca dos Correios e do DNIT, ele apoiou ou não o governo Lula? Responde, estamos aguardando”, provocou.

Veja parte da nota de Ricardo Coutinho

“Eu sou um vencedor. Enfrentei a maior perseguição da história política da Paraíba e jamais baixei a cabeça. Enfrentei tudo de cabeça erguida porque sei não só da minha inocência mas também da minha formação.

“Efraim, por outro lado, quando foi acusado por duas delações, com detalhes, de ter recebido 2,5 milhões pela “compra” do passe dele na política, sumiu, se escafedeu, emudeceu.” provalvelmente, se referindo as eleiçoes de 2014 ou 2018, ou as 2.

Quanto às eleições de 2022, Efraim só ganhou por causa dos milagres das fakenews e dos orçamentos secretos, emendas pix e outras cositas que sujam a política. Sem essas coisas, seria difícil para Efraim ganhar uma eleição de vereador em João Pessoa. Mas, fora isso tudo, Efraim não respondeu a questão central: em troca dos Correios e do DNIT ele apoiou ou não o Governo Lula? Responde, estamos aguardando”

Efraim rebateu abaixo

O senador Efraim Filho (União Brasil) elevou o tom ao rebater declarações do ex-governador Ricardo Coutinho, que o acusou de buscar apenas cenários políticos favoráveis. Em entrevista, o parlamentar foi direto ao desqualificar as críticas e puxou para o campo do confronto eleitoral e da legitimidade do voto.

Efraim lembrou que já enfrentou Ricardo nas urnas e usou o episódio como argumento para reduzir o peso político das falas do ex-governador. “Sem a caneta, me enfrentou e perdeu para mim. Perdeu para mim nas urnas”, disparou, em referência ao embate direto entre os dois.

Na sequência, o senador classificou a reação do ex-governador como ressentimento. “As declarações de Ricardo, para mim, é choro de perdedor, é dor de cotovelo”, afirmou, sustentando que, no fim, “o que vale é a opinião do povo da Paraíba”.

Com o discurso já no modo pré-campanha, Efraim também tratou de reforçar a imagem de quem não evita embates e fez questão de marcar posição ideológica e estratégica. “Duvido ter político que tenha a coragem que eu tenho de caminhar pelo lado da oposição”, disse, para em seguida delimitar seu lugar no tabuleiro político estadual e nacional.

“Sou oposição ao governo federal do PT, oposição ao governo do estado do PT/PSB e oposição a Cícero Lucena aqui na capital”, cravou. A fala, além de responder Ricardo, funciona como recado ao eleitorado: Efraim quer se apresentar como um nome de linha clara, sem ambiguidade, tentando transformar crítica em combustível e “convicção” em marca registrada.

No ambiente de disputa que já começa a ferver para 2026, o senador sinaliza que não pretende fazer política “meia boca”: escolheu o embate e está disposto a bater de frente, com palavras e com palanque.

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