Servidores criticam mudanças internas no INSS e alertam para riscos de incidentes de segurança

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Entrevista com a presidente do INSS Ana Cristina Viana Silveira, na sede do INSS - Gabriela Biló - 25.jun.26/Folhapress

Servidores do INSS criticam a reorganização estrutural feita pela presidência do órgão no início desde mês, que criou e transformou coordenações de Segurança da Informação e Inteligência de Dados.

Para servidores ouvidos sob reserva pela coluna, as mudanças internas enfraquecem a segurança de dados do órgão ao colocar atribuições da Diretoria de Tecnologia da Informação em outras áreas

A Associação Nacional de Analistas do Seguro Social não descarta acionar o TCU (Tribunal de Contas da União) contra as mudanças, levando em conta decisões da corte que abordaram problemas de operação de tecnologia da informação.

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A associação defende que a estrutura anterior do instituto era a alternativa mais segura para garantir a continuidade de projetos e uso de inteligência artificial. O INSS nega que as mudanças possam ser prejudiciais.

“Alterar essa estrutura, especialmente sem plano de transição e sem aproveitamento dos servidores que desenvolveram essas capacidades, pode gerar perda de memória organizacional, interrupção de iniciativas, duplicidade de soluções, divergência de indicadores e aumento de custos”, disse em nota.

Sem delimitar a função de cada coordenação e diretoria, os servidores afirmam que não fica claro quem responderia por ataques cibernéticos, vulnerabilidades ou controle de acessos, por exemplo. Isso, segundo eles, pode atrasar decisões e aumentar danos em situações de crise.

O principal problema apontado é que, pelo regimento interno, a Diretoria de Tecnologia continua sendo a responsável por executar a política de segurança do INSS.

Se outra diretoria desenvolver estruturas próprias, ainda segundo essas avaliações, poderia haver aumento de custos e bases paralelas. As mudanças que afetam a área de TI podem ser sentidas pelo cidadão na ponta, seja com demora na análise de benefícios, decisões inconsistentes e maior risco de incidentes de segurança.

Para os servidores, em vez de integrar os sistemas, o INSS pode voltar a operar com ilhas administrativas, o que abriria espaço para conflitos de competência e perda de controle sobre iniciativas estratégicas.

A Anaseg também diz que os ocupantes de cargos de diretoria e coordenação não são capacitados para o serviço, o que também gera risco à segurança da informação.

“Técnicos com nível médio ocupam funções que deveriam ser ocupadas por profissionais com ensino superior e formação em tecnologia da informação”, afirmou.

O INSS negou, via sua assessoria de imprensa, que as mudanças na estrutura organizacional do órgão possam trazer prejuízos à administração da autarquia. A portaria que instituiu a alteração “promove ajustes internos pontuais com o objetivo de aprimorar a gestão do órgão”, de acordo com o instituto.

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