STF reage a sanção de Trump, ameaça cancelar acordo, e Motta avalia se vota redução de penas nesta semana

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Hugo Motta

As novas sanções anunciadas na segunda-feira (22) pelo governo Donald Trump levaram o STF (Supremo Tribunal Federal) a ameaçar o cancelamento de um acordo com o Congresso para a aprovação de uma redução de penas dos condenados por envolvimento em atos golpistas.

Ministros do tribunal procuraram o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e avisaram ao deputado que as medidas prejudicam o avanço dessas negociações.

Após receber o alerta, o parlamentar procurou aliados para avaliar um possível adiamento da votação dessa proposta, inicialmente prevista para os próximos dias.

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Nas palavras de um ministro do STF que conversou com Motta na segunda-feira (22), toda a boa vontade que poderia haver no tribunal, especialmente com o núcleo central da trama golpista, “se esfumaçou”. Poderia haver, por outro lado, tantos obstáculos quanto aos condenados pela participação nos ataques de 8 de janeiro de 2023.

O governo dos EUA incluiu Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, e o instituto que pertence à família do magistrado na lista de sancionados pela Lei Magnitsky. Anunciou nesta também a ampliação das restrições de vistos de mais autoridades brasileiras em reação ao julgamento de Jair Bolsonaro na corte.

A segunda medida atinge o ministro da AGU (Advocacia-Geral da União), Jorge Messias, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o delegado Fabio Schor e os juízes Airton Vieira e Marco Antônio Vargas, que assessoraram o ministro do Supremo Alexandre de Moraes em casos envolvendo o ex-presidente.

Encorajadas por bolsonaristas, as sanções foram classificadas como uma deslealdade heroica por integrantes do tribunal.

Dois líderes da Câmara ouvidos sob reserva reconhecem que a discussão desse tema pode ser adiada. Além do efeito das sanções de Trump, eles dizem que as manifestações de domingo (21) também geram impacto sob os deputados.

Desde a condenação de Bolsonaro pelo Supremo, integrantes do centrão falavam em aguardar os próximos passos e um estado de “compasso de espera”, já que eventual reação de Trump poderia afetar o clima na Câmara e o andamento da anistia.

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