Ucrânia condena mais dois russos por crimes de guerra e identifica 600 suspeitos

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Bandeira da Ucrânia. Foto: Alexey Furman/Getty Images

Os soldados russos Alexander Bobikin e Alexander Ivanov, em julgamento no qual foram condenados a 11 anos de prisão por crimes de guerra na Ucrânia, em 30 de maio de 2022. (veja vídeo clicando aqui)

Após enviar à prisão perpétua o primeiro soldado julgado por crimes de guerra desde o início da invasão russa à Ucrânia, a Justiça ucraniana condenou mais dois militares da Rússia nesta terça-feira (31).

Uma corte do país condenou dois outros soldados por 11 anos e meio de prisão cada um. Alexander Bobikin e Alexander Ivanov, que foram capturados em território ucraniano, são acusados de haver bombardeado uma cidade no leste da Ucrânia.

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Em sessão do julgamento na semana passada, ambos se declararam culpados.

600 suspeitos

Soldado russo, de 21 anos, durante o primeiro julgamento por crimes de guerra contra a Rússia, no qual é réu, em 13 de maio de 2022 — Foto: Viacheslav Ratynskyi/ Reuters
Soldado russo, de 21 anos, durante o primeiro julgamento por crimes de guerra contra a Rússia, no qual é réu, em 13 de maio de 2022 — Foto: Viacheslav Ratynskyi/ Reuters

Também nesta terça-feira, a Procuradoria-geral da Ucrânia anunciou haver identificado mais seiscentos russos, entre eles membros do alto escalão, suspeitos de haver cometido crimes de guerra no país desde o início dos ataques da Rússia, em 24 de fevereiro.

Desse total, 80 deles já começaram a ser investigados.

“Há militares, políticos e agentes de propaganda do alto escalão na lista de suspeitos”, afirmou a procuradora-geral da Ucrânia, Iryna Venediktova, em visita a Haia, na Holanda.

Venediktova disse ainda que Estônia, Letônia e Eslováquia decidiram integrar uma equipe internacional para investigar os suspeitos.

 

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