PF sugere incluir Mauro Cid e família em programa de proteção a testemunhas

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Mauro Cid. Foto: Reprodução

A Polícia Federal sugeriu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que inclua o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), em um programa de proteção a testemunhas.

A sugestão será analisada pela Procuradoria-Geral da República, que dará parecer sobre a proposta. Decisão sobre inclusão caberá ao ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos penais sobre a trama golpista.

🔎O programa de assistência e proteção a testemunhas no Brasil é um conjunto de medidas que tem o objetivo de garantir a segurança e a integridade física e psicológica de pessoas que estão ameaçadas ou coagidas em razão de sua colaboração com investigações ou processos criminais.

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Mauro Cid firmou um acordo de delação premiada no caso da ação penal que investiga a atuação de uma organização criminosa liderada por Bolsonaro para permanecer no poder, apesar da derrota nas urnas, em 2022.

“A Polícia Federal, a seu turno, informou que, como ação indispensável à preservação da integridade física do réu e de seus familiares, revela-se possível a inclusão destes no Programa Federal de Assistência a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas”, informa.

A Polícia Federal não divulgou se Mauro Cid ou seus familiares receberam alguma ameaça, o que pode ter baseado a sugestão de inclusão no programa de proteção de testemunhas.

Por ter delatado o esquema golpista, Cid recebeu a pena mais leve entre os condenados pela Primeira Turma do STF, conseguindo manter os benefícios do acordo de colaboração.

O colegiado fixou a punição em 2 anos de reclusão em regime aberto, com o cumprimento de medidas cautelares.

No regime aberto, Cid:

  • tem que ficar em casa, só pode sair com autorização
  • está proibido de deixar o país

 

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