Defesa de vice de Flávio pede que PGR e STF acelerem exame de DNA que afastaria suspeita de estupro

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por Folhapress

Homem de meia-idade com cabelo grisalho veste terno escuro e camisa clara, posicionado em primeiro plano. Atrás dele, duas pessoas sorridentes, uma mulher e um homem, aparecem desfocadas. Fundo escuro destaca os rostos e expressões dos presentes.
Deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro – EVARISTO SA/AFP

Candidato a vice-presidente na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) pediu à PGR (Procuradoria-Geral da República) e ao STF (Supremo Tribunal Federal) que acelerem a realização de um exame de DNA que afastaria a suspeita de que ele tenha cometido estupro de vulnerável.

O material genético do deputado foi coletado em 23 de abril, após uma decisão judicial de primeira instância em Alagoas, que atendeu a um pedido do próprio parlamentar. A defesa disse à PGR que a prova científica é o que vai demonstrar que a suspeita é “falsa, descabida e acintosa”.

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No requerimento feito ao STF, a equipe jurídica de Gaspar solicita que o ministro Gilmar Mendes, relator do pedido de investigação feito pela PF (Polícia Federal), fixe um prazo de 72 horas para o início das providências voltadas à realização do exame.

A PF fez o encaminhamento ao Supremo depois que o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) apresentaram uma notícia-crime contra Gaspar, solicitando que a suspeita de estupro fosse apurada.

Gilmar enviou o pedido para a PGR, a quem cabe pedir a abertura formal de investigação contra autoridades com foro especial. Antes de definir sua posição, porém, o órgão pediu diligências. Uma das providências foi direcionada à senadora, para que ela dê mais elementos sobre a acusação.

Os parlamentares governistas alegam que há “registros documentais e conversas” que indicam, em tese, “a prática do crime de estupro de vulnerável contra uma menina que, ao tempo dos fatos, contava 13 anos de idade”. Ainda segundo Lindbergh e Soraya, dessa suposta relação nasceu uma criança.

A senadora afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o pedido de complementação das informações é um “procedimento regular, previsto no curso da investigação”. Ela diz que, ao tomar conhecimento de graves denúncias, “entendeu ser seu dever” enviá-las às autoridades competentes.

Nesta quinta-feira (6), Gaspar disse a jornalistas que esse foi um “ataque criminoso” feito por seus opositores no momento em que ele atuava como relator da CPI (comissão parlamentar de inquérito) mista do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

“O que cabe a um cidadão de bem com o crime mais infame que pode ser atribuído a um homem de honra? A indignação. Refuto com veemência. É uma acusação criminosa. E como se rebate isso? Cientificamente”, afirmou o candidato a vice-presidente.

“Gilmar nem gosta de mim, é uma pessoa que não me olha com bons olhos porque na CPI fiz críticas ao STF, mas eu tenho o maior respeito. O caso está nas mãos da pessoa certa, é o decano da corte, e eu estou inteiramente à disposição.”

Na mesma reunião com jornalistas, o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, disse que a estratégia política do partido para lidar com o desgaste será “a verdade”. “A gente quer que essa espada colocada na cabeça do nosso candidato seja retirada.”

A advogada Maria Cláudia Bucchianeri, que representa Gaspar, disse no pedido à PGR que o exame de DNA é uma prova decisiva para enterrar essas alegações. “O vínculo genético é o único elemento objetivamente verificável. Não depende de nada —nem de versão, nem de testemunha, nem de conveniência. Ele é o que é.”

A coordenadora-geral jurídica da campanha de Flávio e Gaspar diz que vai pedir audiências com Gilmar, com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, para tratar do tema e buscar o arquivamento.

Em razão do episódio, Gaspar processa Lindbergh e Soraya por calúnia, denunciação caluniosa, injúria e coação no curso do processo. O deputado afirmou que não está aberto a aceitar uma eventual retratação e que “vai até o fim” com essa ação.

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