Após criar prisão fake, tiktoker é indiciado por apologia ao crime

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Rômulo Felipe Freire, criador do perfil Vida de Preso. Foto: Reprodução/Twitter/Tino Junior

Após viralizar nas redes sociais mostrando o “cotidiano de presidiários do estado do Rio de Janeiro”, o tiktoker, Rômulo Felipe Freire, foi indiciado, na terça-feira (2), pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) pelos crimes de apologia, incitação ao crime e estelionato.

De acordo com a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) as obras do fundador do perfil @vida.depreso, compartilhadas nas plataformas do Instagram e TikTok, usam “uma linguagem totalmente peculiar de criminoso”.

Para compor o personagem, Rômulo decidiu montar um estúdio de cela, falso, nos fundos da barbearia onde trabalha, na Zona Oeste do Rio. Diversos internautas acreditaram que Rômulo estava preso.

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Preocupado se os conteúdos não estariam realizando algum tipo de apologia ao crime, o apresentador Tino Júnior do Balanço Geral, da Record TV, enviou sua equipe de reportagem para entrevistar o barbeiro, na última segunda-feira (1º). Durante o diálogo, Rômulo contou que a ficção tem como objetivo fazer a juventude “refletir” e “desistir” da vida do crime.

– Eu tenho um projeto de trabalhar no futuro com familiares de pessoas que estão presas. Até mesmo, pessoas que saem lá de dentro e não têm opção de vida. Poder botar cursos para aprender uma profissão e até mesmo um local, porque muitos não têm um lugar para ficar quando saem de lá. Independente de facção, eu sou… eu não tenho bandeira. Eu gosto… o que eu passei lá dentro eu quero ajudar pessoas que passam por lá a viver uma nova história igual a minha e ser diferente – disse.

Em liberdade desde 2012, Rômulo ficou detido por três anos pelo crime de formação de quadrilha. De acordo com a reportagem ele cumpriu a pena.

Na época, Rômulo foi denunciado como membro de uma milícia.

ASSISTA À ENTREVISTA:

Em sua conta no TikTok, o barbeiro já alcançou mais de 40 mil seguidores. Ele define seu perfil como um “programa de comédia” da vida de um preso e defende que “o crime não compensa”.

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