Bolsonaro apresentou soluços acima da média nos últimos 7 dias, diz relatório médico

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Ex-presidente Jair Bolsonaro após realizar exames no hospital DF Star, em Brasília - Evaristo Sá - 16.ago.25/AFP

O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou “recorrência acima da média” dos quadros de soluços nos últimos sete dias.

A informação consta em relatório médico (5). O documento é enviado semanalmente ao Supremo Tribunal Federal (STF).

“Observou-se recorrência acima da media dos quadros de soluços (singulto) nos últimos 7 dias, sendo mantido com doses elevadas das medicações especificas e rigorosa dieta com baixo teor de acidez”, diz o boletim.

O ex-presidente passou por uma cirurgia no ombro direito, em Brasília, no começo de maio.

De acordo com a avaliação médica, Bolsonaro está com pressão arterial controlada, mantendo instabilidade crônica do equilíbrio corporal e medidas preventivas para redução de risco de quedas.

Diz ainda que ausculta pulmonar com alteração residual na base do pulmão esquerdo permanece inalterada.

“O paciente encontra-se estável do ponto de vista cardiológico, queixando apenas de cansaço leve e fadiga, aos médios esforços, e desconforto aos movimentos de flexão e abdução do ombro direito”, concluem os médicos, no boletim.

Condenado por tentativa de golpe

Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Em janeiro, ele passou a cumprir a pena no batalhão da Polícia Militar em Brasília, conhecido como Papudinha.

No fim de março, ele começou a cumprir prisão domiciliar provisória, que foi autorizada pelo ministro do Supremo Alexandre de Moraes, a pedido dos advogados do ex-presidente e depois de um parecer favorável da Procuradoria-Geral da República. Moraes estabeleceu algumas condições, entre elas:

  • uso de tornozeleira eletrônica;
  • proibição de utilizar celulares, acessar redes sociais e gravar áudios ou vídeos;
  • visitas restritas aos filhos, advogados e médicos previamente autorizados pela Justiça – todos estão proibidos de usar celular.

Dosimetria

No mês passado, após aprovação do Congresso Nacional, o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), promulgou a Lei da Dosimetria, que prevê a redução de penas para condenados por atentados golpistas no país.

🔎O projeto de lei permite a redução de penas de condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023, incluindo a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão no julgamento da trama golpista, e aliados dele.

Também em maio, a Advocacia-Geral da União (AGU) defendeu suspender e declarar a Lei da Dosimetria inconstitucional. O ministro Alexandre de Moraes suspendeu a aplicação da Lei da Dosimetria até que o STF analise ações que questionam a norma.

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