Em nota divulgada na terça (4/7), Bolsonaro chamou a reforma de “um verdadeiro soco no estômago dos mais pobres”.
De acordo com Bolsonaro, a “proposta o PT aumenta de forma absurda os impostos da cesta básica (arroz, açúcar, óleo, batata, feijão, farinha, etc.)”. O ex-presidente também criticou a proposta de se taxar de maneira seletiva produtos que fazem mal para a saúde ou para o meio ambiente, como cigarros, refrigerantes e bebidas alcoólicas.
“A PEC retira ainda a capacidade de investimento dos estados e subtrai recursos dos municípios. Concentra na União tais recursos onde sua liberação se sujeitaria a um Conselho composto de ‘companheiros’”, diz ainda a nota divulgada por Bolsonaro.
Ao fechar a nota divulgada na terça, que traz informações sobre cortes de impostos em seu governo, Bolsonaro disse que “o presidente do PL e seu líder na Câmara dos Deputados encaminharão, junto aos seus 99 deputados, pela rejeição total da PEC da Reforma Tributária”.
Nota da Abras contra a reforma tributária
A crítica sobre a taxação da cesta básica foi feita, inicialmente, pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), na semana passada. A Abras divulgou uma estimativa de que o montante de tributos que incide sobre a cesta básica teria aumento de 60% com a reforma. Atualmente, os produtos da cesta básica têm desoneração de impostos.
O secretário extraordinário da reforma tributária, Bernard Appy, rebateu no sábado (1º/7) as informações. Appy disse que a projeção apresentada pela Abras, que indica aumento na carga dos produtos, está “superestimada”.