Brasil deve negociar tarifaço com EUA durante reunião do G20, afirma ministro

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por Folhapress

Homem de terno azul e gravata cinza fala em púlpito transparente com microfone. Ao fundo, bandeiras dos Estados Unidos e do Brasil em destaque.
O ministro da Indústria, Márcio Elias Rosa, conversa com a imprensa após encontro entre os presidentes Lula (PT) e Donald Trump na Casa Branca – Elizabeth Frantz – 7.mai.26/Reuters

O ministro da Indústria, Márcio Elias Rosa, disse nesta segunda-feira (14) que espera se reunir no fim do mês com o embaixador Jamieson Greer, chefe do Escritório de Comércio dos Estados Unidos, para debater o tarifaço sobre produtos brasileiros em vigor desde julho deste ano.

A reunião deve ocorrer durante o encontro dos ministros de Finanças do G20, programada para os dias 30 de setembro a 1º de outubro em Milwaukee, no estado americano do Wisconsin. “O ministro [das Relações Exteriores] Mauro Vieira e eu iremos para Milwaukee, e lá nós teremos um encontro muito provavelmente com o embaixador Greer”, disse Elias Rosa.

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Ele disse que o encontro está combinado com os americanos e que nesse meio tempo as equipes técnicas dos dois países seguem trabalhando normalmente. “Agora nós estamos só trocando documentos e encaminhando essa próxima reunião.”

A reportagem perguntou ao ministro se ele poderia detalhar os pontos de pauta do encontro e se já havia um esboço de acordo entre os dois países, mas ele preferiu não responder.

A última reunião entre Brasil e EUA para discutir o tarifaço ocorreu no dia 31 de agosto. Na ocasião, representantes do governo brasileiro disseram aos americanos que o tratamento dispensado ao país pela Casa Branca é injusto e discriminatório.

Márcio Elias Rosa e Mauro Vieira afirmaram “que o governo brasileiro não concorda com as medidas unilaterais impostas contra o país, que não são compatíveis com as regras multilaterais de comércio”, segundo nota divulgada pelo governo Lula (PT).

São duas as tarifas aplicadas pelos EUA contra o Brasil. Uma primeira, de 25%, por supostas práticas comerciais desleais. E uma segunda, de 12,5%, por supostas falhas no combate à importação de produtos produzidos com trabalho forçado –esta última substituiu a tarifa global de 10% que vigorou até julho.

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