Cabeça humana é encontrada dentro de mochila em comunidade de João Pessoa
Por g1 PB

Uma cabeça humana foi encontrada dentro de uma mochila, na noite de terça-feira (15), na comunidade Saturnino de Brito, no bairro do Varadouro, em João Pessoa.
Segundo a Polícia Militar, suspeitos em uma motocicleta jogaram a mochila do alto de um barranco, na Avenida Nina Lima.
A Polícia Civil investiga se a vítima é um jovem que está desaparecido em Bayeux, na Região Metropolitana de João Pessoa. A identificação, no entanto, ainda depende de exames do Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC-PB).
A investigação também apura se o caso está relacionado a uma prática utilizada por facções criminosas na Região Metropolitana, descrita pela polícia como uma tática de terror.
Este é o terceiro caso de cabeça humana encontrada em ruas ou áreas da capital nas últimas semanas.
Outros casos
No último domingo (13), uma cabeça humana foi encontrada em uma região de mata no bairro de Gramame, na Zona Sul de João Pessoa. O caso aconteceu um dia depois de um túmulo ser violado no Cemitério São José, no bairro de Cruz das Armas.

Segundo o delegado Thiago Cavalcanti, da Polícia Civil, a mãe de Jonailton José Venâncio recebeu informações de que a cabeça do filho estaria no local e acionou as autoridades. Ela disse que o membro tinha características semelhantes às do filho.
O túmulo de Venâncio havia sido violado. Segundo a polícia, o corpo foi desenterrado, carbonizado e teve a cabeça arrancada.
A confirmação de que a cabeça encontrada em Gramame pertence a Venâncio depende dos exames realizados pelo IPC-PB. O membro estava dentro de um saco e sem uma das orelhas.
Já no dia 17 de agosto, outra cabeça humana foi encontrada no bairro Colinas do Sul, também na Zona Sul de João Pessoa, perto de uma base policial.

De acordo com a Polícia Militar, testemunhas disseram que quatro homens em um carro jogaram a cabeça na rua, que também estava sem as orelhas. Antes disso, o grupo passou atirando pelas ruas da comunidade Colinas de Gramame.
Os policiais ouviram os disparos e foram até o local, mas não encontraram os suspeitos nem o veículo. O IPC-PB trabalha na identificação das vítimas dos casos.


