Centrais sindicais apoiam presença de partidos de centro e direita nos atos contra Bolsonaro
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As dez maiores centrais sindicais do país divulgaram nota nesta quinta (30/9) em que defendem a presença de partidos de “todos os campos do espectro político” nos atos contra o presidente Jair Bolsonaro, que acontecem no sábado, 2 de outubro.
Os protestos devem reunir nomes de partidos da direita à esquerda, como PSL, Novo, DEM, PL, PSD, Podemos, MDB, PSDB, Cidadania, Solidariedade, Rede, PV, PT, PDT, PSB, PSOL, PCdoB, PCB, UP, PSTU e PCO.
Para as entidades, “nada é mais urgente do que impedir que Bolsonaro continue o seu desgoverno criminoso”. A nota afirma que, para conseguir aprovar o impeachment do presidente, é preciso ter apoio além da esquerda, pois são precisos 342 votos na Câmara dos Deputados.
“Para derrubar Bolsonaro, é preciso ir além do nosso campo, pois precisamos de 342 votos na Câmara dos Deputados para aprovar o impeachment. Não é questão de ideologia, mas sim de matemática. Neste momento, um dos mais graves da nossa história, é necessário focar no que nos une, e não no que nos separa. Para podermos continuar a ter o direito de discordar, de disputar eleições livres e de manter a nossa democracia, Bolsonaro tem que sair já”, diz o texto.
Segundo Antonio Neto, presidente da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros), a unidade entre diferentes campos políticos neste momento é essencial para derrubar Bolsonaro. “As manifestações são um ponto de encontro das nossas convergências, daquilo que nos une. Todo mundo que tiver compromisso com a democracia é bem-vindo. O Fora Bolsonaro é um basta à incompetência generalizada, ao genocídio e a barbárie contra o povo brasileiro”, afirma.
A nota das centrais sindicais conclui dizendo que, caso não paute “um dos mais de 130 pedidos de impeachment que se acumulam vergonhosamente em suas gavetas”, o presidente da Câmara Arthur Lira “estará sendo cúmplice dos inúmeros crimes de responsabilidade de Bolsonaro contra o povo brasileiro”.
Assinam a nota CUT (Central Única dos Trabalhadores), Força Sindical, UGT (União Geral dos Trabalhadores), CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores), CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros), CSP-Conlutas, Intersindical Central da Classe Trabalhadora, Intersindical Instrumento de Luta e Pública Central do Servidor.
A íntegra da nota
Centrais apoiam ampliação dos atos para outros campos do espectro político
Para aprovar o impeachment de Bolsonaro, é preciso unidade entre diferentes neste momento grave
As Centrais Sindicais têm participado de todas as manifestações contra Bolsonaro neste ano, a maioria de forma unitária. Neste 2 de outubro, mais uma vez CUT, Força Sindical, UGT, CTB, NCST, CSB, CSP-Conlutas, Intersindical Central da Classe Trabalhadora, Intersindical Instrumento de Luta e Pública estarão juntas na luta pelo impeachment do pior presidente do Brasil de todos os tempos.
Além de milhares de trabalhadores, estudantes e ativistas de movimentos sociais, desta vez também estarão lado a lado nas ruas lideranças e militantes de partidos de todos os campos do espectro político – todos unidos pelo Fora Bolsonaro.
As Centrais Sindicais apoiam a ampliação da diversidade de atores nas ruas pois entendem que nada é mais urgente do que impedir que Bolsonaro continue o seu desgoverno criminoso. Um governo responsável por grande parte das quase 600 mil mortes por Covid, pelo desemprego recorde, pela devastação ambiental, pela volta da inflação e da carestia. E que ameaça diariamente a nossa democracia e as nossas instituições, apesar de falsos recuos momentâneos e estratégicos que não enganam mais ninguém.
Para derrubar Bolsonaro, é preciso ir além do nosso campo, pois precisamos de 342 votos na Câmara dos Deputados para aprovar o impeachment. Não é questão de ideologia, mas sim de matemática. Neste momento, um dos mais graves da nossa história, é necessário focar no que nos une, e não no que nos separa. Para podermos continuar a ter o direito de discordar, de disputar eleições livres e de manter a nossa democracia, Bolsonaro tem que sair já.
O Brasil não aguenta mais 15 meses de incompetência, negacionismo e insanidade. Não podemos esperar até o próximo ataque à nossa democracia, que pode ser fatal. Por isso, neste sábado estaremos todos juntos, exigindo que o presidente da Câmara, Arthur Lira, paute um dos mais de 130 pedidos de impeachment que se acumulam vergonhosamente em suas gavetas. Se não ouvir a voz das ruas, Lira estará sendo cúmplice dos inúmeros crimes de responsabilidade de Bolsonaro contra o povo brasileiro.
Brasil, 30 de setembro de 2021
Assinam
Sérgio Nobre
Presidente da CUT – Central Única dos Trabalhadores
Miguel Torres
Presidente da Força Sindical
Ricardo Patah
Presidente da UGT – União Geral dos Trabalhadores
Adilson Araújo
Presidente da CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil
José Reginaldo Inácio
Presidente da NCST – Nova Central Sindical de Trabalhadores
Antonio Neto
Presidente da CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros
Atenágoras Lopes
Secretaria Executiva Nacional – CSP-Conlutas
Edson Carneiro Índio
Secretário-geral – Intersindical Central da Classe Trabalhadora
Emanuel Melato
Coordenação da Intersindical – Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora
José Gozze
Presidente – Pública Central do Servidor


