Cessar-fogo entre Israel e Líbano é prorrogado por 3 semanas

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Explosão no subúrbio de Beirute, no Líbano, após ataque de Israel em 6 de março de 2026 — Foto: REUTERS/Khalil Ashawi

Por Redação g1

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na quinta-feira (23) a prorrogação do cessar-fogo entre Israel e Líbano por mais três semanas. A decisão foi tomada após uma nova reunião entre autoridades dos dois países em Washington.

A trégua entrou em vigor em 16 de abril e previa duração inicial de 10 dias. Com a renovação, o cessar-fogo deve durar pelo menos até o início da segunda quinzena de maio. Apesar disso, há dúvidas sobre a efetividade do acordo. Mesmo em vigor, Israel e o Hezbollah trocaram ataques nos últimos dias.

  • Na quinta-feira, por exemplo, o grupo extremista libanês lançou foguetes contra o norte de Israel, que foram interceptados.
  • Já na quarta-feira (22), pelo menos cinco pessoas morreram em um bombardeio israelense no sul do Líbano. Entre as vítimas está uma jornalista libanesa de 43 anos.
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Em uma rede social, Trump afirmou que se reuniu nesta quinta-feira, na Casa Branca, com autoridades de alto escalão dos dois países para uma nova rodada de negociações. Além dele, participaram do encontro o vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e os embaixadores de Israel e do Líbano no país.

“A reunião foi muito produtiva! Os Estados Unidos vão trabalhar com o Líbano para ajudar o país a se proteger do Hezbollah. O cessar-fogo entre Israel e Líbano será estendido por TRÊS SEMANAS”, publicou.

Trump disse ainda que espera receber em breve o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente do Líbano, Joseph Aoun, na Casa Branca. Segundo ele, o encontro pode acontecer já nas próximas semanas.

Incertezas

Apesar da prorrogação, o cessar-fogo ocorre em meio a um cenário ainda instável no sul do Líbano. Mesmo com a trégua, ataques continuaram sendo registrados na região, onde tropas israelenses mantêm uma faixa de segurança de até 10 quilômetros dentro do território libanês.

Na quarta-feira, ao menos cinco pessoas morreram em bombardeios israelenses, no dia mais letal desde o início do cessar-fogo, segundo autoridades locais.

Líbano e Israel permanecem oficialmente em estado de guerra desde a criação de Israel, em 1948. No lado libanês, a ofensiva é liderada pelo Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã.

O confronto foi retomado no início de março, após ataques de EUA e Israel contra o Irã. Desde então, quase 2.500 pessoas morreram no Líbano, segundo o governo. Militares israelenses também passaram a ocupar parte do território libanês.

O Hezbollah afirma ter “direito de resistir” à presença de forças israelenses no território libanês e diz ter realizado operações em resposta aos ataques. Já o governo de Israel alega ter o direito de se defender de ações do grupo, que classifica como terroristas.

Oficialmente, o governo libanês defende a extensão do cessar-fogo como condição para discutir a retirada das tropas israelenses e a definição da fronteira terrestre. Já Israel afirma que busca o desmantelamento do Hezbollah e garantias de segurança na fronteira.

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