Ciro, Tebet e PT repercutem prisão de Ribeiro e criticam gestão do MEC

O presidente Jair Bolsonaro e o ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, em 4 de fevereiro de 2022 no Palácio do Planalto. © EVARISTO SA

Os pré-candidatos à Presidência da República Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB) comentaram a prisão do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro. Ele é suspeito de participar de um esquema de favorecimento ilícito na pasta.

Ciro Gomes fez comentários mais duros e atribuiu ao presidente Jair Bolsonaro (PL) a conduta irregular na Educação do país.

“Na educação, a tragédia. Não adianta dizer que foi o pastor. O Bolsonaro que mandou o ministro picareta. O negócio para lavar dinheiro era com barras de ouro”, afirmou o pedetista, em entrevista à rádio Nova Manhã, da Bahia.

Simone Tebet usou as redes sociais para se manifestar e afirmou que “corrupção também é marca do governo”.

Veja:

PT parte para o ataque

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, disse que hoje é um “péssimo dia” para o governo “corrupto” de Jair Bolsonaro.

“PF prende ex-ministro Milton Ribeiro e pastor cabeça da organização criminosa, que cobrava propina em barra de ouro prá liberar verba da educação. Até outro dia, Bolsonaro dizia que colocava a cara no fogo por ele”, escreveu no Twitter.

O perfil oficial da sigla postou uma mensagem ironizando o fato de Bolsonaro ter dito, em março, que “colocaria a cara no fogo” por Milton Ribeiro — à época, surgiam as primeiras denúncias sobre o caso.

Confira:

A prisão

A Polícia Federal prendeu preventivamente o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, na manhã desta quarta-feira (22/6), em operação que investiga esquema de corrupção envolvendo pastores evangélicos durante a gestão dele à frente do MEC.

A operação investiga o esquema de favorecimento em liberação de verbas do MEC para prefeituras ligadas aos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura, ambos integrantes da Assembleia de Deus e sem nenhum cargo na pasta. Os dois também são alvo de investigação da PF.

A atuação incluiria pedidos de propina de um líder religioso a um prefeito para facilitar acesso a recursos da pasta. Para agilizar o direcionamento de fundo orçamentário proveniente do ministério, o pastor Arilton Moura teria solicitado R$ 15 mil e 1 kg de ouro ao prefeito do município de Luís Domingues (MA), Gilberto Braga (PSDB).

Na manhã desta quarta, o Ministério da Educação afirmou, em nota, que vai colaborar com as investigações e que o governo federal “não compactua com qualquer ato irregular”. A sede da pasta, em Brasília, foi alvo de buscas da Polícia Federal.

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