Comerciantes montam tendas na rua para manter vendas após incêndio no Centro de Passagem, em João Pessoa

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Por g1 PB

Comerciantes montam tendas na rua para manter vendas após incêndio no Centro de Passagem, em João Pessoa — Foto: Renan Mesquisa/CBN Paraíba

Comerciantes do Centro Comercial de Passagem, no Parque Sólon de Lucena, em João Pessoa, instalaram tendas na lateral do espaço para tentar manter as vendas enquanto o local permanece interditado após o incêndio registrado na última quinta-feira (27). A iniciativa partiu dos próprios trabalhadores, que estão sem acesso aos boxes e sem previsão para retomar o atendimento dentro do centro comercial.

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O incêndio atingiu a área da praça de alimentação e destruiu completamente quatro boxes, segundo os comerciantes. Outros pontos também foram danificados. O Corpo de Bombeiros realizou a perícia no imóvel, mas o laudo ainda não foi concluído. A previsão informada é de que o documento fique pronto em até 30 dias.

Sem poder utilizar os estabelecimentos, os comerciantes passaram a ocupar a lateral da Rua Desembargador Souto Maior com estruturas improvisadas. A intenção é garantir, ao menos parcialmente, a continuidade das vendas e gerar renda para manter despesas como aluguel, salários e outras obrigações.

Paulo Roberto, proprietário de uma loja de equipamentos de surf, perdeu completamente o box durante o incêndio. Segundo ele, mesmo que o Centro Comercial fosse liberado imediatamente, sua loja ainda não teria condições de funcionar.

“Eu tô na rua, aqui embaixo dessa tenda, porque, mesmo como você falou, mesmo que o centro comercial de passagem fosse aberto hoje, a minha loja em si, ela foi uma das quatro que perderam tudo.”

O comerciante afirma que os trabalhadores aguardam uma definição do poder público sobre o futuro do espaço. De acordo com Paulo, uma reunião foi realizada na segunda-feira (1º) com representantes da Prefeitura Municipal de João Pessoa e de outros órgãos, mas a liberação depende da conclusão da avaliação dos Bombeiros.

“Estamos todos de mãos atadas, porque esperamos o laudo do Corpo de Bombeiros. Só a partir do laudo do Corpo de Bombeiros é que pode ser feita alguma coisa”, relatou.

Ainda segundo o comerciante, mais de 290 famílias dependem da atividade no Centro Comercial de Passagem. Ele afirma que uma das alternativas discutidas pelos trabalhadores é a possibilidade de funcionamento sem energia elétrica, caso as condições de segurança permitam.

Comerciantes dizem não ter recebido incentivo para instalação das tendas

A instalação das estruturas na rua não foi uma medida anunciada pela Prefeitura. De acordo com Paulo Roberto, os próprios comerciantes decidiram ocupar o espaço diante da necessidade de voltar a vender.

“Não tivemos incentivo de nada, nem de ninguém para colocar aqui. Porém, por decisão própria, um colocou, aí veio o outro e a gente tá se virando como pode”, afirmou.

A situação financeira é uma das principais preocupações dos trabalhadores. Com as vendas interrompidas, eles relatam dificuldades para manter compromissos que continuam vencendo mesmo com os estabelecimentos fechados.

O que diz a Prefeitura

Em nota, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano de João Pessoa, Sedurb, informou que lamenta o incidente e destacou que não houve feridos graves.

Segundo a secretaria, as chamas começaram na área da praça de alimentação. Os permissionários iniciaram o combate ao fogo antes da chegada do Corpo de Bombeiros, utilizando extintores.

A Sedurb informou ainda que três boxes foram danificados e serão isolados. A secretaria aguarda a conclusão do laudo do Corpo de Bombeiros e afirmou que pretende se reunir novamente com os comerciantes para avaliar os danos.

Enquanto o documento não é finalizado, o Centro Comercial de Passagem permanece interditado. Os comerciantes, por outro lado, pedem uma alternativa temporária para continuar trabalhando enquanto aguardam a liberação do espaço.

A expectativa é de que uma solução seja definida para os trabalhadores que dependem do comércio no local e que, segundo os próprios permissionários, atuam na área há cerca de 20 anos.

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