Deputado de Minas e ex-ministro de Bolsonaro estão entre os indiciados pela PF por suspeita de fraudes no INSS

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Fachada do edifício-sede do INSS em São Paulo (SP); governo vai acabar com cartão consignado após novo Desenrola - Cristiane Gercina - 20.out.24/Folhapress

A Polícia Federal (PF) indiciou o deputado Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) e o ex-ministro da Previdência e ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no governo de Jair Bolsonaro, José Carlos Oliveira, sob suspeita de envolvimento nas fraudes em aposentadorias e pensões.

Os dois fazem parte da lista de 48 indiciados por crimes como corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Eles já haviam sido alvos de operações da PF no ano passado.

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O deputado mineiro Euclydes Pettersen, que não está em exercício, segundo o registro da Câmara, foi alvo de busca e apreensão na Operação Sem Desconto em novembro de 2025, suspeito de receber propina para defender os interesses dos fraudadores.

Segundo as investigações, Pettersen era ligado à Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais do Brasil (Conafer), cujo presidente, Carlos Lopes, também foi indiciado pela PF.

Carlos Lopes está foragido desde o ano passado. O irmão dele, Tiago Abraão Lopes, que também é dirigente da Conafer, também foi indiciado no relatório policial.

O ex-ministro José Carlos Oliveira, que mudou de nome para Ahmed Mohamad Oliveira, foi alvo de busca e apreensão da Operação Sem Desconto em novembro passado.

À época, a PF apontou que ele destravou repasses de R$ 15,3 milhões para a Conafer, que estavam bloqueados dentro do INSS.

Ele é suspeito também de ter recebido ao menos R$ 550 mil de propina em troca de beneficiar entidades fraudadoras quando presidiu o INSS e foi ministro da Previdência no governo passado, de Jair Bolsonaro.

Além do deputado e do ex-ministro, a PF indiciou o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto — que assumiu o cargo no governo Lula —, o ex-procurador-geral do órgão, Virgílio de Oliveira Filho, o ex-diretor de benefícios da autarquia, André Fidelis, e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Esses indiciados estão presos preventivamente desde o ano passado.

De acordo com as investigações, aposentados e pensionistas tinham parte de seus benefícios descontada por entidades associativas que não haviam sido autorizadas a fazer os descontos. Os desvios podem ter chegado a R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024, período investigado.

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