Descontente com ministro, Lula assumirá coordenação política

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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Por Paulo Moura

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu assumir a coordenação política de seu próprio governo após sentir-se insatisfeito com a atuação do ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha (PT). Um dos fatores fundamentais para o petista optar por essa decisão foi a derrota do governo na Câmara dos Deputados no que diz respeito ao marco do saneamento.

De acordo com informações do jornal O Estado de S. Paulo, o presidente irá se reunir com lideranças do MDB, PSD, União Brasil e PSB para reivindicar que seus parlamentares sejam fiéis ao governo nas votações.

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Em todas legendas em questão houve congressistas dissidentes que votaram para derrubar as alterações feitas pelo governo no marco do saneamento. No União Brasil, o cenário é ainda menos favorável para Lula. O partido tem três ministérios, mas contrariou o governo de forma unânime na votação.

Entre os nomes que se encontrarão com Lula esta semana estão Baleia Rossi (MDB-SP), Gilberto Kassab (PSD-SP), Luciano Bivar (União Brasil-PE) e Carlos Siqueira (PSB-PE).

PADILHA
Em evento promovido por Padilha na última quinta-feira (4), o presidente não disfarçou a insatisfação com o trabalho do ministro. Sentado ao seu lado, ele reclamou indiretamente sobre os problemas de articulação do Planalto com o Parlamento.

Por outro lado, Lula exaltou a atuação de Padilha ao montar o Conselhão. O chefe do Executivo afirmou esperar que o ministro demonstre a mesma capacidade no Congresso.

Esse tema, inclusive, foi abordado por Arthur Lira (PP-AL) em entrevista para a GloboNews no mês passado. Na ocasião, o presidente da Câmara dos Deputados disse que o governo precisa melhorar sua “engrenagem política” e fazer as coisas andarem, consolidando uma base de apoio na Casa Legislativa.

Outra das bandeiras defendidas pelo governo que corre risco de sofrer derrota na Câmara, por exemplo, é a do PL das Fake News, que sofre por falta de apoio na Casa. A votação do projeto deveria ter ocorrido nesta semana, mas acabou adiada.

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