“Dívida pública não me causa pânico, é irreal”, diz Lula
por Band

O presidente e candidato à reeleição pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que a dívida pública não lhe causa “pânico” e a classificou como “irreal”. A declaração foi dada em entrevista ao Canal Livre, da Band, que será exibida na noite deste domingo (27).
Ao tratar do endividamento, Lula citou as reservas internacionais do Brasil, que, segundo ele, somam US$ 370 bilhões. O presidente atribuiu a formação desse montante à decisão de acumular reservas tomada em 2005, durante seu primeiro mandato, e chamou os recursos de “colchão de sustentação da economia brasileira”.
Na mesma entrevista, Lula afirmou que se preocupa com a dívida e que pretende reduzi-la em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), mantendo os gastos que considera necessários.
“Eu não gosto de dever mais do que eu recebo, não gosto. E a gente vai diminuir essa dívida pública com relação ao PIB, primeiro fazendo os gastos que são necessários fazer”, disse.
O presidente afirmou que o governo continuará ajudando a população mais pobre e reajustando o salário mínimo. Também defendeu a necessidade de garantir recursos para investimentos em infraestrutura.
Expectativa de queda dos juros
Lula disse estar confiante na redução dos juros e afirmou que a medida é necessária para o crescimento econômico. Ao falar sobre o Banco Central, lembrou que Meirelles permaneceu oito anos no comando da instituição durante seus governos.
“Eu tenho certeza que a gente vai conseguir fazer o juro baixar, porque o juro baixar é uma necessidade para o crescimento econômico”, declarou.
Investimentos em infraestrutura
O presidente também citou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), para o qual disse ter anunciado R$ 1,7 trilhão. Segundo Lula, a definição das obras leva em conta as demandas apresentadas por governadores e prefeitos.
“O PAC eu chamo os governadores, chamo o prefeito e digo o que é importante no seu estado e no seu município. E aquilo a gente vai fazer”, afirmou.
Lula declarou ainda que 95% dos municípios brasileiros foram atendidos com obras do programa.


