Dois anos depois, saiba destino de partido que Bolsonaro tentou criar
Aliança pelo Brasil. Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles
O presidente Jair Bolsonaro completou, na última sexta-feira (12/11), dois anos sem filiação partidária. Trata-se de um recorde entre presidentes da República e um prazo maior do que o previsto inicialmente pelos próprios bolsonaristas.
Ele deixou o PSL, partido pelo qual foi eleito presidente, em novembro de 2019, após uma série de desentendimentos com a cúpula da sigla. Na ocasião, assim que se desincompatibilizou da legenda, promoveu o lançamento de uma nova agremiação: o Aliança pelo Brasil. O projeto, entretanto, não saiu do papel em razão da dificuldade para recolher as assinaturas exigidas para registro perante o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em agosto, o TSE limitou aos partidos, mediante login e senha, a consulta de dados sobre apoiadores ou filiados políticos, em atendimento à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Antes dessa determinação, a última consulta feita ao site da Corte eleitoral identificou pouco mais de 124 mil assinaturas para o partido em formação, o que representa 25% do exigido pela legislação (491.967 assinaturas). Outra condição é de que sejam reunidas assinaturas em pelo menos nove unidades da Federação.
A insistência no Aliança ainda vem de alguns apoiadores do presidente, que costumam citá-lo nas conversas no cercadinho do Palácio da Alvorada. A ideia, porém, é descartada pelo próprio Bolsonaro nesses mesmos encontros. “Esquece, é impossível, zero chance de formar o Aliança”, disse em outubro a um simpatizante.
Em alguns eventos externos dos quais o mandatário participa são vistos poucos militantes tentando coletar assinaturas, mas existe ceticismo entre políticos aliados.


