Em ato conservador, Milei diz que Bolsonaro é “perseguido” no Brasil

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Javier Milei

O presidente da Argentina, Javier Milei, disse no domingo (7/7) no CPAC Brasil, cúpula que reúne nomes do conservadorismo brasileiro e mundial, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é “perseguido” no Brasil. Milei desembarcou pela primeira vez no país no sábado (6/7), quando jantou com Bolsonaro.

“Olhem o que aconteceu na Venezuela, olha o que aconteceu na Bolívia quando Evo Morales ganhou pela terceira vez, olhem a perseguição que o nosso amigo Bolsonaro sofre aqui no Brasil, e olhem o que está acontecendo na Bolívia, um falso golpe de estado”, declarou o argentino.

O líder do país vizinho subiu ao palco com gritos da plateia de “Milei, Milei” e “Lula, ladrão, seu lugar é na prisão”. O político argentino agradeceu Bolsonaro pela recepção e disse que é “sempre bom estar entre amigos”.

Em seu discurso no evento, Milei evitou fazer críticas a Lula e ao Poder Judiciário brasileiro, mas afirmou que a liberdade de expressão está sendo questionada no mundo.

“[A] liberdade de expressão, valor fundamental da democracia, se encontra questionada nas principais potências do mundo, sob a desculpa de não ferir a sensibilidade de ninguém, ou respeitar supostos direitos de algumas minorias ruidosas”, declarou Milei.

O presidente argentino disse em seu discurso para os conservadores que os mesmos que “enchem a boca” para falar em democracia, são os que tentam se manter no poder “mudando as regras”.

“Uma ou outra vez a história nos mostra que os mesmos que enchem a boca dizendo em democracia, de pluralismo e de opressão, são os que estão dispostos a mudar as regras, inclusive interromper a ordem constitucional, para evitar sair do governo quando as pessoas querem mudança”, afirmou.

O político também criticou o que chamou de “os líderes socialistas da América Latina” e afirmou que essa ideologia deriva da “escravidão ou morte”.

“O socialismo é uma ideologia que vai diretamente contra a natureza humana, necessariamente deriva da escravidão ou morte. Não há outro destino possível para o socialismo”, disse. Milei também citou Cuba e Venezuela como “ditaduras sanguinárias”.

Sem encontro com Lula

Em sua primeira viagem ao Brasil desde que assumiu a presidência da Argentina, em dezembro de 2023, Milei não vai encontrar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele também não vai participar da reunião do Mercosul que acontece nesta segunda (8/7) no Paraguai, com a presença do petista.

A relação dos dois enfrenta dificuldades porque o presidente argentino é crítico de Lula desde antes do início de sua gestão. Na semana passada, Milei chamou Lula de “perfeito dinossauro idiota”.

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