EUA impõem novas sanções ao Irã; Trump pressiona líderes mundiais para que cortem relações com Teerã
Por Redação g1

Em uma nova ofensiva contra o Irã, desta vez focando a economia, os Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira (24) uma leva de sanções a Teerã, ameaçaram países que realizem transações econômicas com o regime iraniano e lançaram uma campanha para que líderes mundiais rompam com o país persa.
O Departamento do Tesouro norte-americano afirmou ter sancionado cerca de 60 pessoas, entidades e embarcações ligadas governo iraniano e que atuam em áreas de energia nuclear, de produção de mísseis, cibernéticas e de petróleo.
➡️ As sanções fazem parte de uma “guerra econômica” que Trump anunciou na semana passada para tentar sufocar a economia iraniana. Trump já havia dito que esta segunda-feira seria o “Dia D da guerra econômica”.
Como parte da estratégia, o governo norte-americano também ameaçou países que fizerem qualquer transação econômica com o Irã. O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, que anunciou as sanções, afirmou que Trump está pedindo para que líderes mundiais cessem relações com o Irã.
“O presidente Donald Trump está ligando para líderes mundiais com pedidos específicos para que cessem suas interações com o Irã”, disse Bessent.
O secretário afirmou ainda que Washington definiu um cronograma para que cada país vá interrompendo suas “atividades” com o regime iraniano. “Se eles não interromperem essas atividades, nos faremos isso de forma unilateral através de autoridades do Tesouro”, ameaçou Bessent.
Ele disse ainda que uma “grande instituição financeira” também será sancionada nesta semana por vínculos financeiros com o Irã, mas não deu mais detalhes da ameaça.
Mais cedo, Trump havia afirmado, em uma publicação em sua rede social Truth Social, que o Irã está “colapsando completamente”.
Países vizinhos
O secretário Scott Bessent não especificou quais países seriam alvo das ações dos EUA. Mas parte da “guerra econômica” de Trump será tentar costurar acordos com nações do Oriente Médio. Washington também ameaçou os vizinhos do Irã com sanções caso sigam negociando com o Irã, para isolar Teerã.
No sábado (22), o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Ghalibaf, também o principal negociador do país com os EUA, disse que o governo iraniano recebeu mensagens de vizinhos citando a criação de “novos acordos de segurança e cooperação econômica”.
Nesta segunda, o regime dos aiatolás retrucou. O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que os países vizinhos que optarem por aderir à campanha de pressão econômica dos Estados Unidos contra o país poderão enfrentar “consequências”.


