FMI prevê que Brasil subirá para oitava maior economia do mundo em 2027

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por Folhapress

Helicóptero verde com portas abertas está suspenso em estrutura metálica dentro de hangar. Técnicos trabalham ao redor com equipamentos e ferramentas, ambiente industrial com iluminação artificial.
Helicóptero militar na fábrica da Helibras em Itajubá (MG) – Zanone Fraissat/Folhapress

O Brasil deve subir para a oitava maior economia do mundo em 2027, segundo projeções do FMI (Fundo Monetário Internacional) apresentadas nesta quinta-feira (15).

O fundo projeta que o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro irá para US$ 2,8 trilhões (R$ 14,08 trilhões) no próximo ano. Com isso, o Brasil ultrapassaria Itália (US$ 2,77 trilhões) e Rússia (US$ 2,68 trilhões).

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Em 2026, a estimativa do FMI é que o Brasil cresça a US$ 2,65 trilhões, ficando na décima colocação. O fundo prevê que a economia brasileira permanecerá em oitavo lugar em 2028 (US$ 2,9 trilhões), 2029 (US$ 3,06 trilhões), 2030 (US$ 3,22 trilhões) e 2031 (US$ 3,4 trilhões).

Além do Brasil, outra mudança no top 10 para o próximo ano é a ascensão da Índia para quarta maior economia mundial, com um PIB que alcançará US$ 4,52 trilhões (R$ 22,8 trilhões), e do Reino Unido para quinto lugar, com US$ 4,49 trilhões.

Em compensação, o Japão cairá para a sexta posição, com US$ 4,47 trilhões.

Veja a projeção dos dez maiores PIBs do mundo, segundo o FMI

2026 2027 2028 2029 2030 2031
1° EUA (US$ 32,64 tri) EUA (US$ 34,44 tri) EUA (US$ 35,88 tri) EUA (US$ 37,25 tri) EUA (US$ 38,60 tri) EUA (US$ 39,96 tri)
2° China (US$ 21,55 tri) China (US$ 22,94 tri) China (US$ 24,23 tri) China (US$ 25,66 tri) China (US$ 27,08 tri) China (US$ 28,55 tri)
3° Alemanha (US$ 5,47 tri) Alemanha (US$ 5,66 tri) Alemanha (US$ 5,82 tri) Alemanha (US$ 5,99 tri) Alemanha (US$ 6,15 tri) Índia (US$ 6,74 tri)
4° Japão (US$ 4,34 tri) Índia (US$ 4,52 tri) Índia (US$ 5 tri) Índia (US$ 5,54 tri) Índia (US$ 6,13 tri) Alemanha (US$ 6,30 tri)
5° Reino Unido (US$ 4,27 tri) Reino Unido (US$ 4,49 tri) Reino Unido (US$ 4,70 tri) Reino Unido (US$ 4,93 tri) Reino Unido (US$ 5,18 tri) Reino Unido (US$ 5,44 tri)
6° Índia (US$ 4,06 tri) Japão (US$ 4,47 tri) Japão (US$ 4,65 tri) Japão (US$ 4,77 tri) Japão (US$ 4,88 tri) Japão (US$ 5 tri)
7° França (US$ 3,55 tri) França (US$ 3,65 tri) França (US$ 3,75 tri) França (US$ 3,86 tri) França (US$ 3,97 tri) França (US$ 4,07 tri)
8° Rússia (US$ 2,86 tri) Brasil (US$ 2,80 tri) Brasil (US$ 2,90 tri) Brasil (US$ 3,06 tri) Brasil (US$ 3,22 tri) Brasil (US$ 3,40 tri)
9° Itália (US$ 2,70 tri) Itália (US$ 2,77 tri) Itália (US$ 2,83 tri) Itália (US$ 2,89 tri) Canadá (US$ 3 tri) Canadá (US$ 3,13 tri)
10° Brasil (US$ 2,65 tri) Rússia (US$ 2,68 tri) Canadá (US$ 2,75 tri) Canadá (US$ 2,87 tri) Itália (US$ 2,96 tri) Coreia do Sul (US$ 3,07 tri)

Fonte: FMI

A Índia registrou um crescimento robusto nos últimos anos, apesar das turbulências comerciais e geopolíticas globais. O FMI elevou nesta semana sua previsão de crescimento para o país em 2026, que deve alcançar 7%.

O Japão, por sua vez, enfrenta os efeitos de uma população cada vez mais idosa, além de outros fatores que contribuem para a estagnação de sua economia. Este ano o PIB do arquipélago deve crescer apenas 0,7%.

A maior economia do planeta permanecerá sendo os Estados Unidos, com US$ 34,44 trilhões em 2027, seguidos pela China (US$ 22,94 trilhões) e pela Alemanha (US$ 5,66 trilhões).

Ao divulgar as perspectivas para a Ásia-Pacífico nesta quinta-feira, o diretor regional do FMI, Krishna Srinivasan, ressaltou que a Índia entrou com uma posição de força na atual crise energética provocada pela ofensiva israelense-americana contra o Irã.

“A Índia chegou até aqui com uma base muito sólida”, destacou. “O crescimento tem sido forte, a prudência fiscal foi protegida e o país tinha muitas reservas. Neste sentido, responderam bem ao choque”, declarou.

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