Hytalo Santos: Justiça nega pedido para revisão de pena do influenciador e mantém mais de 11 anos de prisão

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Hytalo Santos e seu marido durante depoimento à Justiça da Paraíba. — Foto: Reprodução/TV Globo/Fantástico

O influenciador Hytalo Santos e o marido dele, Israel Vicente, tiveram o pedido de revisão das penas por uma condenação de produzir conteúdo pornográfico com adolescentes na internet negado pela juíza Maria dos Remédios Pordeus, da Vara da Infância e Registro Público da Comarca Integrada de Bayeux e Santa Rita, na quinta-feira (7).

De acordo com a magistrada, não houve erro, omissão ou contradição na decisão da condenação de Hytalo Santos e Israel Vicente, proferida pelo Antonio Rudimacy anteriormente, que fixou as penas em 11 anos e 4 meses de prisão, no caso de Hytalo Santos e 8 anos e 10 meses de prisão, no caso de Israel.

A decisão ainda ressalta que a defesa estaria tentando rediscutir o mérito da decisão, o que deve ser feito por outro tipo de recurso judicial e não pelos embargos de declaração. Esse pedido não tem relação com um outro, feito também junto à Justiça, que pedia a revisão da própria condenação pela chamada “Lei Felca”, com o argumento de que a legislação não abrangeria os atos do casal como crimes.

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Havia ainda um terceiro pedido, este também negado, mas no âmbito da segunda instância, no Tribunal de Justiça da Paraíba, que tinha como objetivo reverter a prisão preventiva dos dois. Em 22 de abril, essa solicitação foi negada pelo desembargador João Benedito.

Tanto o pedido no TJPB quanto o pedido para anular a condenação foram feitos com base na “Lei Felca”. Os embargados de declaração não se referiam a nova legislação.

g1 entrou em contato com a defesa de Hytalo Santos e Israel Vicente, que não respondeu até a última atualização desta reportagem sobre a decisão.

Hytalo Santos e Israel Vicente seguem presos

Hytalo Santos e marido foram presos em São Paulo no dia 15 de agosto do ano passado. Depois, foram transferidos para o Presídio do Róger, em João Pessoa, onde estão detidos de forma preventiva desde o dia 28 do mesmo mês e ainda permanecem na prisão.

Além da condenação no âmbito da Justiça comun, há um processo em paralelo, na Justiça do Trabalho, onde Hytalo Santos e Israel Vicente são réus por tráfico de pessoas para exploração sexual e trabalho em condições análogas à escravidão.

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