Lula faz campanha em reduto do bolsonarismo, diz que Flávio quer tirar o pai da cadeia e prega fim das bets
Por Redação g1

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, participou de um evento de campanha em Santa Catarina, estado que deu 69% dos votos para Jair Bolsonaro (PL) em 2022. Lula defendeu o fim das bets e criticou seu adversário direto, o candidato Flávio Bolsonaro (PL).
Em discurso, Lula criticou as bets e a carta de times de futebol pedindo a manutenção da autorização para apostas no Brasil. Para Lula, é uma mentira dizer que o fim das bets levaria ao fim do futebol brasileiro.
“O futebol não pode é querer sobreviver às custas do povo pobre, que já torce pro time, já vai ao estádio, ainda tem que gastar apostando para o time ter dinheiro. Não é correto”, disse o presidente durante evento de sua campanha em Florianópolis neste sábado (19).
Lula disse ainda que pensa sobre o “papel dessa jogatina” há dois meses e que vê as bets como um dos motivos para o endividamento da população.
“A verdade é que eu quero acabar com as bets”, afirmou o presidente.
O comício em Florianópolis, capital do estado que é reduto bolsonarista, foi realizado faltando duas semanas para o primeiro turno das eleições.
A primeira-dama, Janja da Silva, discursou no início do evento e relembrou esse fato. No entanto, disse ver muita “resistência” no “estado considerado o mais conservador do Brasil”.
Críticas a Flávio Bolsonaro
Durante seu discurso, Lula criticou seu adversário na corrida eleitoral Flávio Bolsonaro (PL), ainda que sem citar diretamente o candidato.
“A ideia do outro [Flávio Bolsonaro]: ‘Eu quero ganhar as eleições para tirar meu pai da cadeia’. E eu quero ganhar para manter ele na cadeia”, disse Lula.
Flávio já afirmou mais de uma vez que irá reverter a prisão de seu pai, caso seja eleito presidente.
Atualmente, o ex-presidente cumpre pena em prisão domiciliar após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado. Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão.
Lula defendeu ainda que o STF “apure, investigue todos” sobre o Caso Master. “Deixe todo mundo nu diante da sociedade brasileira, porque nós merecemos saber da verdade”, disse o presidente. “Se a gente não mexer com isso agora, a gente não conserta esse país”.


