Mãe diz que educadora escreveu ‘boba’ na testa da filha
por UOL

A família de uma menina de 4 anos afirma que ela chegou da escola em Araraquara, no interior de São Paulo, com a palavra “boba” escrita na testa por uma educadora.
O que aconteceu
Caso ocorreu no Centro de Educação e Recreação Alfredo Amaral Gurgel, no Jardim Adalberto Roxo, na última quarta-feira (16). Em relato ao UOL, a mãe da menina contou que o pai buscou a criança por volta das 16h45, mas não percebeu a palavra escrita na testa.
Ao chegar em casa, criança contou para a mãe que a “tia” teria escrito seu nome na testa. “Pedi para ver e, assim que ela chegou perto de mim, eu vi o “boba” na testa dela, né? Levei ela para a cozinha, porque é onde tem mais claridade, e vi que não era coisa dos meus olhos”, contou.
Como a escola já estava fechada, mãe tirou uma foto da testa da filha e levou no dia seguinte. Ela diz que conversou com a diretora da unidade, que teria ficado “revoltada” com a situação, e informou que encaminharia o caso à Secretaria Municipal de Educação (SME).
Enquanto ela ainda estava na escola, mãe encontrou com a professora e a questionou sobre o caso. Educadora teria dito que uma outra profissional estava escrevendo com giz na testa das crianças mais velhas, mas que também o fazia nas mais novas quando elas pediam, sem explicar o porquê da palavra “boba” para a menina de 4 anos.
Outras mães teriam relatado situações semelhantes. Em contato com outras famílias, uma amiga relatou que as duas filhas voltaram com o rosto sujo de giz, enquanto outra mãe contou que a filha chegou em casa com “bobona” escrito na testa. Não ficou claro, porém, se elas também procuraram a direção para providências.
Mãe registrou boletim de ocorrência e entregou uma cópia à escola. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) confirmou o registro da ocorrência à reportagem e disse que ele consta como não criminal na Delegacia Seccional de Araraquara.
Escola também se posicionou. Procurada pelo UOL, a administração do Centro de Educação e Recreação Alfredo Amaral Gurgel informou que “as providências estão sendo tomadas”.
UOL procurou a SME e a Prefeitura de Araraquara para saber quais medidas serão tomadas e aguarda retorno. Espaço segue aberto para manifestações.


