Mulher morta por namorado sofreu mais de 20 facadas e arma utilizada foi de uso militar, em João Pessoa, diz perícia

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Por g1 PB

Ester Fagundes de Almeida, de 27 anos, e Joeverton Fagner dos Santos, de 26 anos — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco
Ester Fagundes de Almeida, de 27 anos, e Joeverton Fagner dos Santos, de 26 anos — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

A mulher morta em uma residência no bairro de Mangabeira, em João Pessoa, nesta quarta-feira (7), sofreu cerca de 26 facadas no corpo, de acordo com a perícia realizada no local pelo Instituto de Polícia Científica (IPC-PB). A hipótese inicial da perícia é que o homem atacou a mulher e tirou a própria vida em seguida. A arma do crime utilizada foi encontrada e era de uso militar.

O homem foi identificado como Joeverton Fagner dos Santos, de 26 anos, e a mulher como Ester Fagundes de Almeida, de 27 anos. Segundo informações da TV Cabo Branco, os corpos foram encontrados pela mãe de Ester.

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De acordo com a Polícia Civil, o caso, inicialmente é tratado como feminicídio. A perícia também indicou luta corporal entre o casal e ferimentos compatíveis com alguém que estava tentando se defender, no caso da mulher.

“Foi encontrada a arma do crime, que é uma faca tática militar, um tipo de equipamento com o corte muito afiado, muito ponteaguda e seis lesões na região anterior do corpo dela, tem umas lesões de defesa nas mãos dela, tanto no braço direito como na mão esquerda. Ela ainda relutou, tentou sair, mas o quarto fechado, então muitas manchas de sangue,”, disse Aldenir Lins, perito que foi para o local.

O perito também disse que as facadas iniciais foram seis, desferidas na parte da frente do corpo. Após a mulher cair ao chão, o homem teria dado mais 20 facadas na região das costas.

Além disso, de acordo com o perito, o corpo do homem tem pelo menos cinco lesões, entre a região do tórax e o pescoço, que, segundo a análise, foi onde houve uma hemorragia interna.

Um dos ferimentos pode ter atingido a região da jugular, provocando uma hemorragia intensa. O perito afirmou que o homem morreu em decorrência da perda de sangue.

“Possivelmente pegou a região da jugular, então hemorragia muito grande. Ele morreu realmente pela questão da perda de sangue. Ele se afastou um pouco dela, ficou no canto da cama com a arma na mão”, explicou.

Ainda não é possível determinar se os ferimentos no tórax do homem foram provocados pela mulher. O perito afirmou, porém, que os ferimentos no pescoço podem ter sido feitos por ele mesmo. Isso porque, segundo o perito, caso as lesões no pescoço tivessem sido provocadas pela mulher antes dos últimos golpes contra ela, a perda intensa de sangue poderia ter impedido que o homem continuasse a luta.

“Ele estava de posse dessa faca. Então, pelo menos em relação às lesões que ele tem na região do peito, neste momento não é possível afirmar que tenha sido ele ou ela, porque houve realmente uma luta corporal intensa. Agora, essas últimas lesões dele, na região cervical, no pescoço, se tiverem sido provocadas por ela antes, ele não teria conseguido desferir mais 20 lesões sobre ela”, explicou o perito.

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