Operação mira grupo suspeito de planejar ataque a Palácio do Planalto em outubro

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por Folhapress

Palácio do Planalto com arquitetura moderna e fachada de vidro, com bandeiras do Brasil e outras hasteadas na frente. Céu azul com poucas nuvens ao fundo e poucas pessoas próximas à entrada.
Fachada do Palácio do Planalto, em Brasília – Pedro Ladeira – 28.jul.25/Folhapress

Um grupo de oito pessoas foi alvo de busca e apreensão nesta terça-feira (4) sob suspeita de planejar ataques contra o Palácio do Planalto e outros prédios da Esplanada dos Ministérios em outubro, durante o período eleitoral.

A Polícia Civil do Distrito Federal e o Ministério da Justiça afirmam que os suspeitos trocavam informações por meio de dois grupos públicos da plataforma de mensagens Telegram.

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Os alvos da operação compartilharam manuais para a fabricação de bombas caseiras, além das plantas arquitetônicas e modelos tridimensionais dos prédios da área central de Brasília.

“Eles fizeram um desenho da área central marcando todos os ministérios, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal e estavam a definir qual seria o alvo primário. E, em complemento, eles difundiram a planta baixa do Palácio do Planalto como escolha de alvo primário”, afirmou o delegado Maurílio Coelho, coordenador de Inteligência da Polícia Civil.

A investigação afirma que o grupo já havia discutido o recrutamento de mais pessoas e possíveis datas. Segundo as autoridades, a partir de celulares e computadores apreendidos nesta terça, a investigação pretende identificar o que já havia sido concretamente executado.

Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal, os suspeitos têm entre 19 e 31 anos e ocupações variadas. Um deles é seminarista vinculado a um mosteiro em Pernambuco.

A investigação foi aberta pela Polícia Civil do Distrito Federal a partir de um relatório técnico do Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça, Ciberlab. A operação foi batizada de Rede Interrompida. Os suspeitos também são responsáveis por disseminar ódio contra mulheres na Internet. Policias localizaram ainda símbolos e mensagens de cunho neonazista.

A Polícia Civil afirma que a investigação apura os crimes de associação criminosa, incitação ao crime e delitos previstos na legislação antirracismo. Não houve pedido de prisão.

Em novembro de 2024, um homem se explodiu em frente ao STF e detonou explosivos em um carro no estacionamento da Câmara dos Deputados. Ele usava roupas com possível alusão à fantasia do personagem Coringa, vilão anarquista de histórias de quadrinhos.

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