PF investiga família ostentação que sonegou R$ 1 bi e recebeu auxílio

Foto: PF/Divulgação

Por Mirelle Pinheiro e Carlos Carone

A Polícia Federal, em parceria com a Receita Federal, deflagrou, na manhã da quarta-feira (7/12), a Operação Receita de Família, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa “ostentação”, que atua em conjunto na prática de evasão de divisas, ocultação de patrimônio, sonegação fiscal e compra e venda de ouro e joias de forma ilegal.

Foram expedidos pelo juízo da 3ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Belo Horizonte, e cumpridos pela PF, três mandados de prisão, oito de busca e apreensão – que incluem sete em Belo Horizonte e Nova Lima, e um no Espírito Santo. Há, ainda, o sequestro de contas, veículos, imóveis e demais bens dos líderes da organização.

Os membros da organização criminosa estão entre as pessoas físicas mais devedoras da Receita Federal do Brasil, em Minas Gerais. Suas dívidas ultrapassam a cifra de R$ 1 bilhão.

Os envolvidos responderão por crimes contra o sistema financeiro, evasão de divisas, ocultação de patrimônio, sonegação fiscal e compra e venda ilegal de ouro e joias, cujas penas somadas podem ultrapassar os 20 anos de prisão. Segundo a PF, os suspeitos ainda receberam auxílio emergencial.

Receita de Família

O nome da operação decorre da forma como as contas de parentes eram utilizadas, durante vários anos, para cometer os crimes e também para fugir do pagamento de impostos devidos à Receita Federal.

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