Polícia liga grupo a oito roubos com famílias reféns em João Pessoa; 15 pessoas já foram presas

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Sirene Polícia Militar — Foto: Reprodução Google

por TH+ SBT 

A Polícia Civil da Paraíba atualizou para oito o número de roubos atribuídos a um mesmo grupo investigado por invadir residências e manter famílias reféns na Zona Sul de João Pessoa. Segundo o delegado Lucas de Sá, 24 pessoas já foram identificadas durante as investigações e 15 foram presas.

O balanço foi atualizado depois que uma vítima reconheceu três homens apontados como participantes de um dos assaltos. Segundo a Polícia Civil, os suspeitos haviam sido presos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na região da divisa entre Paraná e Santa Catarina.

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A investigação integra os desdobramentos da Operação Reféns, iniciada para apurar uma sequência de roubos a residências principalmente nos bairros de Mangabeira, Portal do Sol e região do Seixas.

Família teria ficado cerca de oito horas sob poder dos criminosos

No caso reconhecido mais recentemente, uma família, incluindo duas crianças de 5 e 2 anos, teria permanecido por aproximadamente oito horas sob poder dos assaltantes, segundo informações repassadas pela investigação à TV Correio.

Durante a ação, os moradores teriam sido obrigados a realizar sucessivas transferências bancárias.

O prejuízo somente com as movimentações por aplicativo chegou a aproximadamente R$ 60 mil, segundo o delegado Lucas de Sá.

Também foram levados um carro, uma motocicleta e diversos objetos de valor da residência. Outros veículos de imprensa que acompanharam a atualização confirmaram o prejuízo de cerca de R$ 60 mil e a subtração dos veículos e bens.

Três suspeitos foram reconhecidos

A vítima compareceu à 9ª Delegacia Distrital, em Mangabeira, onde reconheceu três homens apresentados pela investigação como suspeitos de participação no crime.

De acordo com a Polícia Civil, os três fazem parte do grupo investigado pela sequência de roubos.

A identificação deles permitiu relacionar mais uma ocorrência à investigação e elevar para oito o número de roubos que a polícia atribui ao mesmo grupo.

O reconhecimento realizado durante uma investigação policial constitui elemento da apuração. A participação individual de cada investigado ainda depende do avanço das investigações e, eventualmente, da análise da Justiça.

24 pessoas identificadas

Segundo o delegado Lucas de Sá, a investigação chegou até agora a 24 pessoas identificadas.

Dessas, 15 já foram presas.

A Polícia Civil informou ainda que há investigados com mandados de prisão em aberto que continuam sendo procurados. Na entrevista concedida nesta quarta-feira, o delegado mencionou que o número de foragidos fica próximo de dez.

Os crimes investigados teriam ocorrido entre o fim de julho e aproximadamente 22 de agosto.

Grupo teria padrão de atuação

Segundo a investigação, os roubos apresentavam características semelhantes.

Os suspeitos entravam nas residências, mantinham os moradores sob ameaça por períodos prolongados e exigiam transferências por meio de aplicativos bancários.

Além do dinheiro, veículos, aparelhos eletrônicos e outros objetos de valor eram levados.

A Polícia Civil investiga a participação de cada suspeito nos diferentes episódios.

Seis investigados teriam vindo do Acre

Entre as pessoas investigadas estão seis homens que, segundo a Polícia Civil, vieram do Acre para a Paraíba. Os três suspeitos reconhecidos pela vítima estão nesse grupo.

A procedência dos investigados é tratada pela polícia como parte da reconstrução da atuação do grupo e não estabelece qualquer relação entre os crimes e a população do estado de origem.

Operação começou após roubos na Zona Sul

A investigação já havia provocado uma série de prisões nas últimas semanas.

Em 26 de agosto, a Polícia Civil cumpriu três mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão nos bairros de Mangabeira e Gramame.

Na ocasião, os investigadores apuravam roubos a residências, incluindo casos em que famílias permaneceram sob poder dos criminosos dentro dos próprios imóveis.

O grupo também é investigado por um roubo cometido contra um depósito de gás, no qual uma arma pertencente a um policial teria sido levada.

Prisão anterior ocorreu em setembro

Em 15 de setembro, outro homem de 29 anos foi preso pela Delegacia de Roubos e Furtos.

Segundo a Polícia Civil, ele teria recebido parte do dinheiro transferido por vítimas durante um dos roubos no Seixas.

Nesse crime, ocorrido em 22 de agosto, uma família e uma funcionária permaneceram reféns por cerca de três horas e 40 minutos, de acordo com a investigação. O prejuízo financeiro divulgado naquele momento ultrapassava R$ 50 mil.

Esse episódio é diferente do caso agora revelado, no qual a vítima reconheceu três suspeitos e informou prejuízo de cerca de R$ 60 mil.

Polícia procura outras possíveis vítimas

Com a identificação dos suspeitos e a ampliação do número de ocorrências investigadas, a Polícia Civil pediu que pessoas que tenham sido vítimas de roubos com características semelhantes entre o final de julho e 22 de agosto procurem as autoridades.

O objetivo é verificar se existem outros crimes que possam estar relacionados ao mesmo grupo.

As investigações continuam para localizar os demais procurados, esclarecer a participação individual dos suspeitos e identificar possíveis outros roubos relacionados à organização.

Balanço da investigação

Roubos atribuídos ao grupo: 8
Pessoas identificadas: 24
Presos: 15
Período investigado: fim de julho a aproximadamente 22 de agosto
Áreas citadas: Mangabeira, Portal do Sol e Seixas
Prejuízo no caso mais recente reconhecido: cerca de R$ 60 mil em transferências, além de carro, motocicleta e outros bens
Operação: Reféns

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