Pressão da indústria nacional coloca carro elétrico na lista do imposto para itens poluentes ou não saudáveis

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Audiência pública do Grupo de Trabalho sobre a Reforma Tributária na segunda-feira (24)

Na quinta-feira (4), o grupo de trabalho da reforma tributária, formado por parlamentares no Congresso, incluiu os carros elétricos entre os itens que deverão pagar o chamado “imposto seletivo”, criado para incidir sobre produtos prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.

Só que a avaliação de especialistas em natureza e mudanças climáticas é de que os carros elétricos são uma alternativa mais sustentável do que os carros movidos a combustíveis como álcool, gasolina ou diesel.

Estão na lista do “imposto seletivo” — também chamado de imposto do pecado, justamente por taxar maus hábitos — produtos como cigarro e bebidas alcoólicas e açucaradas. Carros convencionais também entraram.

O motivo para os carros elétricos terem entrado na lista do “imposto seletivo” — também chamado de imposto do pecado, justamente por taxar maus hábitos — é a pressão da indústria automotiva nacional.

O setor está preocupado com a chegada de empresas asiáticas que produzem carros elétricos e têm conseguido baixar os custos.

A proposta do grupo de trabalho não é definitiva. Ainda tem que ser discutida pelos partidos e líderes da Câmara e do Senado e passar por votações nas duas casas.

Lista original e como ficou

A lista original do governo enviada para o Congresso listava os seguintes produtos para o imposto do pecado:

  • cigarros;
  • bebidas alcoólicas;
  • bebidas açucaradas;
  • embarcações e aeronaves;
  • extração de minério de ferro, de petróleo e de gás natural.

No grupo de trabalho, entraram:

  • apostas online;
  • carros, incluindo os elétricos – os caminhões não serão taxados

 

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