Relator do STJD sugere suspensão de seis anos a John Textor, dono da SAF do Botafogo

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John Textor. Foto: Wagner Meier/Getty Images

O STDJ (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) divulgou na sexta-feira (5) a conclusão do inquérito das denúncias de John Textor sobre possível manipulação de resultado no Campeonato Brasileiro de 2023. A sugestão do auditor é que o dono da SAF do Botafogo seja suspenso por seis anos e receba uma multa de R$ 2 milhões, que seriam as maiores punições já aplicadas pelo órgão na história.

De acordo com o documento de mais de 50 páginas, as alegações apresentadas pelo empresário foram classificadas como “imprestáveis”, além de configurarem “ilícitos desportivos praticados pelo sócio majoritário do Botafogo contra atletas, clubes e árbitros”, conforme diz trecho do relatório.

A conclusão foi encaminhada para a Procuradoria da Justiça Desportiva, que será intimada e tem até 60 dias para oferecer a denúncia. Na sequência, o processo será julgado pela Comissão Disciplinar e, havendo recurso, será julgado pelo Pleno.

Em nota, o STJD destacou que Textor, sem apresentar provas e com base em uma empresa de inteligência artificial, publicou texto em 1º de abril de 2024 afirmando que o jogo entre e Palmeiras e São Paulo, realizado em outubro de 2023, foi manipulado por ao menos cinco jogadores do São Paulo.

As reclamações feitas pelo americano foram contestadas no STJD por representações feitas por Palmeiras, São Paulo, Associação de atletas e dos árbitros, além de gerar o pedido de abertura de inquérito feito pela Procuradoria.

Em abril deste ano, durante depoimento em Brasília na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) das Apostas Esportivas, reafirmou suas acusações.

“Eu só posso afirmar que eu nunca fiz nenhuma acusação contra um clube ou contra pessoas que não possam estar por trás de manipulação de resultados, como em 2022. A tecnologia que utilizamos prova a manipulação, como vou demonstrar na sessão secreta, quando vou divulgar o nome de pessoas, dirigentes e árbitros”, disse ele na ocasião.

Durante o inquérito, John Textor apresentou o que alegava ser “provas irrefutáveis”. Após análise, o auditor processante concluiu que as provas eram “imprestáveis” e configuravam ilícitos contra a honra praticados contra sete entidades desportivas, nove atletas e nove árbitros. Além disso, foram constatadas infrações contra a ética desportiva e a motivação pessoal na solicitação da instauração do inquérito.

Na conclusão do relatório, o auditor Mauro Marcelo de Lima e Silva recomendou a aplicação de penalidades de multa e suspensão, as maiores já propostas na história do STJD.

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