Rússia emite ordem de busca internacional contra CEO do Telegram por ‘cumplicidade com terrorismo’

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por AFP

Homem jovem com barba e cabelo escuro, vestindo camiseta preta, olha levemente para o lado direito. Fundo desfocado com pessoas indistintas.
Pavel Durov assiste a luta do UFC em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos – Giuseppe Cacace – 25.out.25/AFP

O Serviço Federal de Segurança (FSB) da Rússia anunciou nesta quarta-feira (29) que emitiu uma ordem de busca internacional contra o fundador e CEO do Telegram, Pavel Durov, sob a acusação de “cumplicidade com terrorismo”.

Durov, que está na França, enfrenta na Rússia acusações de “cumplicidade com terrorismo” no âmbito de “uma investigação criminal” sobre o treinamento de jovens russos pelos serviços secretos ucranianos em atividades de sabotagem.

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O FSB acusa o Telegram de não ter eliminado um ‘bot’ de encontros que, segundo as autoridades, a inteligência ucraniana utilizava para envolver homens russos “em atividades terroristas e de sabotagem”.

Após a divulgação da ordem de busca, o perfil oficial do Telegram postou uma foto de Durov com um gesto obsceno, mostrando o dedo médio da mão.

Segundo o comunicado, 46 cidadãos com idades entre 12 e 22 anos que utilizaram o ‘bot’ Leo Match, proibido na Rússia, foram detidos desde julho de 2025 em diversas regiões do país por agressão a membros das forças de segurança e por atos contra infraestruturas de energia e de transporte.

Todos foram contactados com o uso da ferramenta tecnológica por agentes de inteligência ucranianos que se faziam passar por garotas jovens com o objetivo de chantageá-los posteriormente, informou o FSB.

Durov, naturalizado francês em 2021, foi detido em agosto de 2024 na região de Paris ao desembarcar de um avião e foi indiciado neste país por uma série de delitos relacionados ao crime organizado. Ele foi liberado ainda em 2024 sob controle judicial.

A Justiça francesa o acusa, em linhas gerais, de não ter adotado medidas contra a divulgação de conteúdos ilícitos em sua plataforma de mensagens e proibiu que ele deixe o país sem autorização.

A Rússia, que iniciou uma ofensiva na Ucrânia em fevereiro de 2022, impõe restrições digitais sem precedentes em seu território, que também afetam o aplicativo WhatsApp.

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