Se guerra aumentar prejudicará produção de alimentos, diz Bolsonaro

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Jair Bolsonaro

Jair Bolsonaro. © Gabriela Biló/ Estadão

Por Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA (Reuters) – O presidente Jair Bolsonaro revelou preocupação nesta quinta-feira com a possibilidade de a guerra na Ucrânia se ampliar e afetar a produção mundial de alimentos, inclusive no Brasil.

“A guerra que pode mesmo começar matará mais gente do que a primeira e a segunda guerras mundiais juntas. É a guerra que trata simplesmente dos nossos alimentos, segurança alimentar”, disse Bolsonaro.

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“Ficamos sem um montão de coisas, mas não ficamos sem comida. Se essa guerra se aprofunda, se medidas drásticas começam a ser adotadas de um lado ou de outro, faltará o básico para nós”, completou.

Bolsonaro falou em um discurso no Palácio do Planalto durante a apresentação de medidas que vão liberar 150 bilhões de reais em ações que incluem adiantamento do 13º salário de aposentados e pensionistas do INSS, ampliação de microcrédito e crédito consignado e liberação de parte de recursos do FGTS.

Em ano eleitoral, as medidas visam irrigar a economia e atender a população mais pobre, em que o presidente tem menor intenção de voto para as próximas eleições.

Em meio a uma inflação que atinge em cheio o Brasil –e cuja previsão para este ano o governo revisou de 4,70% para 6,55%, depois de ter fechado 2021 em 10,06%– o presidente tentou mais uma vez se esquivar de responsabilidade sobre o aumento dos combustíveis, responsabilizando o ICMS, imposto estadual, e reafirmando que não tem poder sobre a Petrobras.

“Me culpam pelo aumento dos combustíveis. Eu não tenho poder sobre a Petrobras. Não posso nem vou interferir”, disse, mesmo tendo reclamado publicamente sobre a empresa não ter segurado o reajuste dado na semana passado e ter criticado os dividendos pagos a acionistas.

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