Trump pressiona Israel para acelerar suas operações militares em Gaza, diz site

0
2025-06-22t022319z-1477768578-rc2e7fatvext-rtrmadp-3-iran-nuclear

Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em reunião na quarta-feira (27) que está pressionando Israel para que acelere suas operações militares na Faixa de Gaza de modo que a guerra possa terminar o quanto antes. Participaram do encontro, entre outras autoridades, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair e Jared Kushner, ex-enviado do republicano para o Oriente Médio e seu genro.

Segundo o site americano Axios, Trump não se opõe ao controverso plano de Binyamin Netanyahu para ocupar a Cidade de Gaza, o maior centro urbano do território palestino. Ao mesmo tempo, o presidente fez críticas aos desdobramentos do conflito, que completará dois anos no próximo dia 7 de outubro.

“Não consigo mais assistir [a guerra entre Israel e Hamas]. É uma coisa terrível”, disse Trump a integrantes de sua equipe, segundo uma autoridade mencionada pelo Axios. O presidente, assim, teria exigido ao governo israelense que as operações sejam concluídas rapidamente, embora sem estabelecer um prazo.

cropped-AMBIPAR-BANNER
previous arrow
next arrow

Segundo um funcionário da Casa Branca mencionado pela Reuters, as autoridades trataram nesta quarta de diversos aspectos do conflito, incluindo a ampliação do envio de ajuda alimentar, a crise dos reféns ainda mantidos em Gaza e os planos para o pós-guerra, entre outras medidas. O funcionário descreveu a sessão como “uma reunião de políticas”, do tipo que Trump e sua equipe fazem com frequência.

Kushner, que desempenhou papel central nas negociações do Oriente Médio durante o primeiro mandato de Trump, foi consultado sobre a situação do atual conflito, enquanto Blair, lembrado por sua atuação na guerra do Iraque, em 2003, também tem se mantido ativo em questões da região.

Antes da reunião, o enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff, disse em entrevista ao canal Fox News que o governo americano prepara um plano “muito abrangente para o ‘dia seguinte’ em Gaza”, que refletiria, nas palavras dele, as “motivações humanitárias” do presidente.-

A pressão feita por Trump para que Israel acelere as operações em Gaza destoa de medidas adotadas por seu antecessor na Casa Branca, Joe Biden. O democrata falou em condicionar o apoio a Tel Aviv a uma mudança de postura do aliado e chegou a cobrar um cessar-fogo imediato para estabilizar a região, proteger civis e conter a crise humanitária.

Durante a campanha eleitoral do ano passado, Trump prometeu encerrar a guerra em Gaza de forma rápida. Sete meses após o início de seu segundo mandato, no entanto, nenhuma solução foi alcançada.

O segundo mandato do republicano começou com um cessar-fogo de dois meses em Gaza, interrompido em março por ataques israelenses. Mais recentemente, imagens de palestinos em situação de fome extrema causaram comoção e ampliaram as críticas a Israel devido às condições trágicas em Gaza.

Enquanto isso, a crise humanitária se intensifica no território. Tanques israelenses avançaram nesta quarta sobre o bairro de Ebad-Alrahman, na Cidade de Gaza, destruindo casas e levando moradores a fugir.

Israel aprovou um plano para tomar o local, que descreve como o último bastião do Hamas, apesar de o governo já ter afirmado que o grupo terrorista não existe mais como força militar no território. Cerca de metade dos dois milhões de habitantes de Gaza vive atualmente na cidade, e Israel afirmou que eles terão de se deslocar.

Pelo menos por ora, a possibilidade de uma trégua na região parece distante. Questionado sobre os planos para a criação de um Estado palestino, o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, afirmou nesta quarta que essa possibilidade está descartada.

About Author

Compartilhar

Deixe um comentário...

cropped-AMBIPAR-BANNER
previous arrow
next arrow