Tupinambás recorrem a Janja por visibilidade a manto repatriado

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Glicéria Tupinambá durante as escutas que fez aos 5 mantos do Museu da Dinamarca em 2023 - Divulgação

Lideranças indígenas que participaram das negociações para a repatriação de manto do povo Tupinambá que estava na Dinamarca desde 1689 decidiram recorrer à primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, para dar visibilidade e incentivar o envolvimento da Presidência na pauta.

A decisão de que a primeira-dama seria procurada foi tomada na sexta reunião do grupo de trabalho de Acolhimento ao Manto Tupinambá, realizada em 4 de julho de forma híbrida —virtualmente e em Brasília. A tarefa de entrar em contato com Janja ficou a cargo de Glicéria Tupinambá, uma das líderes do povo indígena em Olivença, sul da Bahia.

Segundo a líder tupinambá, a agenda ainda não foi marcada e a interlocução com a primeira-dama será feita pelo Ministério dos Povos Indígenas. Ela defendeu que a Presidência da República se envolva no debate sobre a repatriação de peças indígenas que estão em outros países, sobretudo em museus da Europa.

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“O Brasil tem que se posicionar. Há uma discussão em âmbito internacional acerca da repatriação das peças em vários países e temos colaborado nesse debate”, afirma.

Glicéria esteve envolvida nas articulações para que um manto do povo Tupinambá, que estava na Dinamarca desde 1689, retornasse ao Brasil. O artefato é usado em rituais por caciques e líderes indígenas, que acreditam que as peças devem estar próximas ao seu povo de origem.

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