Kassio antecipa liberação de canal ‘Exército do Lula’ após PT pedir suspensão de ‘Tropa do Flávio’

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O ministro Kassio Nunes Marques, do TSE - Alejandro Zambrana/Divulgação TSE

por Folhapress

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, autorizou nesta quarta-feira (14) que o canal “Exército de Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), volte ao ar antes das 48 horas determinadas anteriormente por ele.

A antecipação da autorização se deu após a coligação do presidente Lula (PT) pedir que a corte eleitoral suspenda pelo mesmo prazo o canal no WhatsApp “Tropa do Flávio”, ligado à campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), para equiparar o tratamento dado aos dois canais.

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Como mostrou a coluna da jornalista Mônica Bergamo, o canal de WhatsApp “Tropa do Flávio” foi informado ao TSE na terça-feira (13), depois de já estar em funcionamento, mas não foi submetido à suspensão de 48 horas imposta por Kassio ao “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).

A Coligação Brasil Pronto Pra Mais, de Lula, entrou com ação na corte eleitoral nesta quarta (14) exigindo isonomia no tratamento das campanhas presidenciais, argumentando que o canal que apoia a campanha do senador não sofreu a mesma penalidade.

Pouco depois da iniciativa da campanha petista, em petição apresentada também ao TSE, a campanha de Flávio manifestou concordância com o restabelecimento imediato do canal, independentemente do prazo de 48 horas.

Na decisão, Kassio afirmou que as medidas até agora adotadas pela Presidência do TSE “tiveram por finalidade preservar a integridade do ambiente informacional das Eleições 2026, especialmente diante dos riscos decorrentes da disseminação de desinformação e do uso indevido dos meios de comunicação social”.

“A atuação da Justiça Eleitoral nessa matéria deve, contudo, observar a liberdade de expressão, a proporcionalidade e a mínima intervenção no debate democrático, de modo que as providências adotadas não ultrapassem o necessário à proteção da legitimidade do pleito”, afirmou.

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