Advogada é achada morta com golpes de canivete; namorado confessa crime
por UOL

Uma mulher de 32 anos foi encontrada morta em uma residência após o namorado dela ter ido até um batalhão da Polícia Militar e ter confessado o crime na madrugada de ontem em São João, no Paraná.
Entenda o caso
Homem, de 29 anos, compareceu até um batalhão da PM, confessou ter matado a namorada e indicou a localização do corpo aos agentes. O homem apresentava sinais de embriaguez e vestígios de sangue nas roupas. O nome do suspeito não foi divulgado pelas autoridades de segurança.
Durante a abordagem e revista, os policiais acharam um canivete com manchas de sangue que estava em posse do suspeito e que teria sido usado no feminicídio. Com as informações e ajuda de testemunhas, uma equipe da PM se deslocou até uma propriedade em área rural e encontrou o corpo da vítima, identificada como a advogada Andrieli Borsati, que atuava como Secretária de Assistência Social do município de São João.
Corpo de Andrieli foi achado nos fundos de uma edícula e sem sinais vitais. A área foi isolada pela PM para a atuação da Polícia Civil e Polícia Científica para realização dos trabalhos técnicos e posterior recolhimento do corpo da vítima.
Namorado da vítima foi preso em flagrante por feminicídio. Ele não informou por que teria cometido o crime contra a companheira.
Polícia Civil informou ao UOL que o inquérito policial do caso segue em apuração. As autoridades buscam esclarecer a motivação do crime e outras eventuais circunstâncias relacionadas aos fatos.
Como o nome do suspeito não foi divulgado, a reportagem não conseguiu localizar a defesa para pedido de posicionamento. O espaço segue aberto para manifestação.
Em nota, a Prefeitura de São João lamentou a morte da funcionária. “Seu sorriso e lembrança permanecerão vivos no coração de todos que tiveram a alegria de conhecê-la”, escreveram. Já a equipe da Secretaria Municipal de Assistência Social relembrou quem era a advogada e apontou: “Sua partida deixa um vazio impossível de descrever, mas também deixa um legado que permanecerá vivo na história da Assistência Social.”
Em caso de violência, denuncie
Ao presenciar um episódio de agressão contra mulheres, ligue para 190 e denuncie.
Casos de violência doméstica são, na maior parte das vezes, cometidos por parceiros ou ex-companheiros das mulheres, mas a Lei Maria da Penha também pode ser aplicada em agressões cometidas por familiares.
Também é possível realizar denúncias pelo número 180 — Central de Atendimento à Mulher — e do Disque 100, que apura violações aos direitos humanos.
Como denunciar casos de violência
Não tolere violência, saiba como procurar ajuda
O Ligue 190 é o número de emergência indicado para quem estiver presenciando uma situação de agressão. A Polícia Militar poderá agir imediatamente e levar o agressor a uma delegacia.
Também é possível pedir ajuda e se informar pelo número 180, do governo federal, criado para mulheres que estão passando por situações de violência. A Central de Atendimento à Mulher funciona em todo o país e também no exterior, 24 horas por dia. A ligação é gratuita.
O Ligue 180 recebe denúncias, dá orientação de especialistas e encaminhamento para serviços de proteção e auxílio psicológico. Também é possível acionar esse serviço pelo WhatsApp. Nesse caso, acesse o (61) 99656-5008.


