Príncipe Harry diz que teve ‘depressão profunda’ após deixar o Reino Unido

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por UOL

Príncipe Harry diz que entrou em depressão após deixar o Reino Unido
Príncipe Harry diz que entrou em depressão após deixar o Reino Unido

O príncipe Harry, 42, disse que teve um quadro de depressão por cerca de duas semanas logo depois de se mudar para o Canadá com Meghan Markle, 45, e o filho do casal, Archie, 7.

O que aconteceu

O relato aparece em uma nova aula virtual sobre luto, gravada por Harry com a neurocientista Mary-Frances O’Connor. A aula “Redefinindo o Luto: Construindo Resiliência Através da Perda” estreia em 8 de outubro na plataforma estrangeira MasterClass.

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Harry afirma que, poucos dias após chegar ao Canadá, no fim de 2019, sentiu uma queda brusca de energia depois de anos sob estresse constante. Ele disse que buscava “ganhar espaço” para pensar longe do ambiente que considerava desgastante.

“Estar no Canadá, longe do ambiente estressante em que, presumivelmente, meu corpo estava cheio de adrenalina, em dois ou três dias eu vivi essa queda de adrenalina, algo que eu nunca tinha sentido antes” —- Príncipe Harry.

O duque de Sussex relaciona o episódio a uma espécie de dependência do estresse para “fazer o cérebro funcionar”. Ele afirma que, sem a descarga de adrenalina, passou a se sentir incapaz até de lidar com tarefas do dia a dia.

“Foi como se eu precisasse de estresse para ter a adrenalina que fazia meu cérebro funcionar, porque eu fiquei inútil em casa. Eu realmente entrei em depressão por cerca de duas semanas e senti que não conseguia funcionar sem adrenalina” —- Príncipe Harry.

Perda de Diana e gatilhos após o Afeganistão

O duque também retoma o luto pela morte da mãe, a princesa Diana, que morreu em 1997, em um acidente de carro em Paris, quando ele tinha 12 anos. Ele afirma que, após voltar de sua segunda missão no Afeganistão, em 2013, começou a perceber que experiências militares reativaram traumas anteriores.

“As coisas que eu vi, as coisas que eu vivi, pareciam ser um gatilho para outros traumas que estavam guardados dentro de mim” —- Príncipe Harry.

Harry descreve sinais físicos de esgotamento e ansiedade, como sensação de sufocamento ao apertar a gola de uma camisa e crises de pânico no caminho para o trabalho. Ele diz que esses episódios o fizeram entender que precisava investigar algo maior.

“Eu comecei a perceber que provavelmente estava muito esgotado quando só colocar uma camisa social simples e apertar a gola literalmente parecia que eu estava sufocando, e eu tinha ataques de pânico até no carro a caminho do trabalho” —- Príncipe Harry.

O príncipe afirmou passou anos respondendo “estou bem” quando era questionado, mas que, na prática, vivia uma espécie de anestesia emocional. Ele afirma que só mais tarde entendeu como a adrenalina e o estresse crônico o empurravam para seguir em frente sem encarar o que sentia.

“Por 15, 20 anos, quando me perguntavam: ‘Você está bem?’, minha resposta era: ‘Estou bem’. Era dormência, desligamento emocional. E, sem eu perceber, a adrenalina estava me empurrando, estava me conduzindo” —- Príncipe Harry.

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