BTG/Nexus: Lula e Flávio Bolsonaro mantêm empate técnico no 2º turno, com 47% a 44%

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Montagem: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), à esq., e o senador e pré-candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro (PL) - 11.fev. 2026 Ricardo Stuckert e Gabriela Biló/Divulgação e Folhapress

por Folhapress

O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) permanecem tecnicamente empatados no segundo turno, com 47% e 44% de intenções de voto, respectivamente, segundo a nova pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (17).

O cenário ficou estável em relação à última rodada, divulgada no dia 10 de agosto, quando eles alcançaram os mesmos índices. Já na simulação de primeiro turno, o petista marcou 41% e o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), 36% —ambos oscilaram um ponto percentual em relação ao levantamento anterior, mantendo a distância de cinco pontos percentuais.

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Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás, mantém 5% das intenções no levantamento desta segunda. Renan Santos (Missão) marca 4% mais uma vez, e Romeu Zema (Novo), com 4%, oscila um ponto percentual em relação à semana passada. Samara Martins (UP) e Augusto Cury (Avante) têm 1% cada. Brancos e nulos são 5%, e 2% não souberam dizer ou não responderam.

Foram entrevistados por telefone 2.003 eleitores com 16 anos ou mais de todo o país de sexta-feira (14) até domingo (16). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o código BR–03317/2026.

O atual presidente marca 45%, um ponto percentual a menos que na semana passada, na simulação de segundo turno com Caiado, que permanece com 42%. O petista tem 46% contra Zema (41%) —no dia 10 de agosto, eles tinham, respectivamente, 47% e 40%. Lula (47%) oscilou um ponto percentual no cenário de disputa contra Renan Santos (36%), que recuou um ponto.

A campanha eleitoral na internet e nas ruas começou no domingo. Lula se lançou à reeleição em ato realizado em São Bernardo do Campo (SP), com o mote “Brasil pronto para mais”, evocando o passado de sindicalista e os feitos de mandatos anteriores.

Em discurso de 35 minutos, o presidente prometeu criar um ministério da Segurança Pública, ampliar escolas integrais e investir na indústria. Cobrou também que a militância saiba comparar os números de seu governo com os do governo de Jair Bolsonaro (2019-2022), citando dados na educação, no emprego, na inflação e iniciativas como o fim do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000.

Flávio iniciou a campanha na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, com uma série de ataques ao governo Lula e ao STF (Supremo Tribunal Federal). O senador reproduziu o áudio de um discurso antigo do pai sobre patriotismo, família, fé e o desejo de “conduzir a felicidade para o Brasil”.

O evento em Copacabana buscou reproduzir o cenário de atos que marcaram a trajetória política de Jair Bolsonaro. A campanha de Flávio busca associá-lo à imagem do pai com outros elementos: no sábado (15), o candidato foi a uma padaria antes frequentada pelo ex-presidente na Barra da Tijuca e comeu pão na chapa com leite condensado.

O atual presidente e o senador também acenaram ao eleitorado feminino. Flávio prometeu combater a violência contra a mulher, criticando os índices de feminicídio, e Lula falou em acabar com a violência de gênero. “Mulheres desse país, não baixem a cabeça nunca, porque nós homens precisamos aprender a respeitar vocês como companheiras, não como serviçais”, disse o petista.

A campanha do atual presidente lida com os impactos de três inquéritos da Polícia Federal contra Fábio Luís Lula da Silva, um dos filhos do atual presidente, que passaram a ser usados contra Lula pela oposição. Conhecido no debate público como Lulinha, é investigado por suspeitas de tráfico de influência no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura desvios no INSS.

Em entrevista aos podcasts Não Inviabilize e As Cunhãs na última sexta-feira, o presidente disse que não sabe a verdade sobre o que aconteceu, mas que acredita na inocência do filho e defende a continuidade das investigações. “Se meu filho tiver culpa, ele pagará. Agora, ele já foi acusado de muitas coisas. Toda eleição aparece o meu filho”, disse o petista.

A campanha de Flávio Bolsonaro, por outro lado, é impactada pela escolha do vice, o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), alvo de pedido de investigação da PF no STF por suspeita de estupro de vulnerável. A acusação sustenta que Gaspar teria mantido uma relação com uma adolescente de 13 anos, que teria resultado em uma gravidez, e aponta supostas tentativas de suborno para manter a família da menina em silêncio.

O denunciante mudou de versões desde que o caso veio à tona. Primeiro, ele procurou o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) durante a CPI Mista do INSS, da qual Gaspar foi relator, para fazer as acusações; depois, procurou o gabinete de Gaspar e, em depoimento à Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados, disse ter havido uma armação de Lindbergh. Uma semana depois, ele se filiou ao PL.

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