Caiado declara apoio a Flávio três semanas após chamá-lo de um dos ‘maiores assaltantes do Brasil’

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por coluna Lauro Jardim, O Globo

O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), derrotado nas urnas no domingo, e o candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL)

Quinto colocado no primeiro turno das eleições presidenciais, com 2,18% dos votos válidos, Ronaldo Caiado vai receber Flávio Bolsonaro hoje à tarde, em Goiânia, para declarar apoio ao candidato do PL ao Palácio do Planalto. Beleza.

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Ao longo da campanha, o ex-governador de Goiás fez duros ataques a Flávio, para tentar ocupar seu lugar no segundo turno contra Lula — que também foi alvo de críticas de Caiado.

Três semanas atrás, por exemplo, ele disse em entrevista coletiva em Aparecida de Goiás que os adversários eram os “dois maiores assaltantes que o Brasil conhece”.

Disse Caiado:

— Certa vez, sequestraram um banco em Estocolmo e um psiquiatra descreveu que houve uma síndrome, chamada ‘Síndrome de Estocolmo’, onde as vítimas se apaixonaram pelos sequestradores. O que nós estamos vendo no Brasil é uma síndrome que eu não tinha visto até hoje. É uma síndrome em que a população está se apaixonando pelos dois maiores assaltantes que o Brasil conhece.

Dias antes, ele pediu que os eleitores não optem pelo “seu corrupto preferido”. Anteriormente, em julho, disse que se Flávio fosse para o segundo turno, “o Lula tá reeleito”.

Diante do tom pesado das declarações, o entorno do presidenciável do PSD estava certo de que ele faria o mesmo que Gilberto Kassab, presidente nacional do seu partido e candidato a vice-presidente na sua chapa: ficaria neutro no segundo turno. Dois dias após o primeiro turno, Caiado tomou lado na disputa, surpreendendo integrantes da sua campanha.

Comentou um deles:

— Essa é a eleição mais esquisita que eu já vi.

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