Exportações do Brasil para os EUA caem 5% em julho, já com novas tarifas

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por Folhapress

A imagem mostra uma nota de cinco dólares dos Estados Unidos, com a figura de Abraham Lincoln, e uma nota de cinco reais do Brasil, que apresenta a imagem de uma mulher com uma coroa de louros. Ambas as notas estão sobre um fundo azul.

As exportações do Brasil para os Estados Unidos caíram 5% em julho, mês em que começaram a valer as novas tarifas de 25% impostas por Donald Trump aos produtos brasileiros. No acumulado entre janeiro e julho, as vendas para os americanos registraram queda de 12,2%.

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Dados do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) apontam que, em julho, as exportações para os EUA somaram US$ 3,64 bilhões, e as importações foram de US$ 4,28 bilhões (queda de 0,6%). No mês, o mercado americano continuou perdendo participação nas exportações brasileiras, com uma fatia de 10,7% das vendas do país, contra 11,9% registrada um ano antes.

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,01 bilhões (R$ 36,18 bilhões) em julho, abaixo do esperado pelo mercado, em meio a um crescimento mais intenso das importações, apontou o Mdic.

O desempenho é fruto de US$ 34,01 bilhões (R$ 174,7 bilhões) em exportações, uma alta de 6,2% na comparação com julho do ano passado, e US$ 27,052 bilhões (R$ 138,5 bilhões) em importações, elevação de 7,6%.

O resultado veio abaixo do esperado pelo mercado, que previa em pesquisa um saldo positivo de US$ 8,4 bilhões (R$ 43 bilhões). Ainda assim, ficou 1,0% acima do dado observado em julho de 2025, um superávit de US$ 7 bilhões (R$ 35,8 bilhões).

Nas exportações, foi registrada alta de 10,8% no preço médio dos produtos, o que compensou um recuo de 4,3% no volume exportado. Do lado das importações, a elevação dos preços foi ainda mais forte, de 12,1%, com uma queda mais modesta, de 3,2%, no volume.

No mês, houve aumento das exportações em todos os setores, com destaque para uma alta de 10,8% na indústria extrativa, seguida de crescimentos de 9,3% na agropecuária e de 2,4% na indústria de transformação.

Entre os destaques estão os embarques de soja, que cresceram 17,4% no período, óleos brutos de petróleo, com alta de 23,8%, e óleos combustíveis de petróleo, com crescimento de 63%. Também houve ganhos nas vendas de celulose, carnes de aves e farelo de soja.

Do lado das importações, houve crescimento mais intenso nas compras de combustíveis (+37%), com altas também em bens de consumo (+13%), bens de capital (+9,4%) e bens intermediários (+1,3%).

Nos primeiros sete meses do ano, o país acumulou um superávit comercial de US$ 49,03 bilhões (R$ 251 bilhões), acima do saldo positivo de US$ 37,184 bilhões (R$ 190,4 bilhões) do mesmo período de 2025.

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