Lula exalta gasolina subsidiada pelo seu governo e sugere que tesouraço de Flávio Bolsonaro vai atingir pobres

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por Folhapress

Lula, homem de camisa vermelha e chapéu branco levanta cartaz azul com imagens religiosas e texto de apoio a Lula. Pessoas ao redor também vestem vermelho, céu azul ao fundo.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante ato de campanha em Natal. – Ricardo Stuckert/Divulgação Lula Oficial

O presidente Lula (PT) exaltou, em ato neste sábado (10) em Natal, a medida tomada pelo seu governo que zerou imposto federal da gasolina e renovou subsídio do etanol.

Ele também sugeriu que os cortes prometidos pelo adversário Flávio Bolsonaro (PL) atingirão a população mais pobre. O Rio Grande do Norte terá segundo turno entre Cadu de Lula (PT) e Allyson (União Brasil).

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“Nós temos uma guerra no Irã, contra os Estados Unidos, que trouxe um prejuízo extraordinário ao povo do mundo inteiro, porque, por conta do Estreito de Ormuz, você tem aumento do combustível, aumento da gasolina, e aqui no Brasil eu queria dar uma novidade para vocês. Ao contrário do mundo inteiro, no Brasil hoje a gasolina diminuiu, porque a gente está utilizando o dinheiro do petróleo que a Petrobras exporta”, declarou Lula.

“Estamos subsidiando para que o preço da guerra não chegue no pão do povo, não chegue no leite do povo”, disse.

Lula esteve acompanhado do candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Cadu de Lula (PT) e dos governadores eleitos no primeiro turno Lucas Ribeiro (PP), da Paraíba; Rafael Fonteles (PT), do Piauí; Jerônimo Rodrigues (PT), da Bahia; e Elmano Freitas (PT), do Ceará.

O presidente também sugeriu que os cortes prometidos por Flávio Bolsonaro vão atingir as pessoas mais pobres do país. “Quando meu adversário diz que vai cortar R$ 250 bilhões, que vai ter um tesouraço, é preciso que a sociedade comece a se perguntar de onde é que vai ser esse corte. Eles sempre cortam dos pobres”, afirmou.

“Eu não conheço ninguém da elite brasileira que governou esse país que teve coragem de cortar dos ricos, dos banqueiros, dos empresários, do sistema financeiro, dos fazendeiros e dos empresários.”

Durante o percurso em cima de um carro, Lula defendeu que a vitória dele representa a continuidade de obras e investimentos na região, enquanto a derrota resultaria no fim de programas sociais.

“Se essa gente ganhar as eleições, tudo aquilo que foi conquista do Nordeste será destruído. Será o fim do Farmácia Popular, dos institutos federais, de financiamento das bolsas, do Minha Casa Minha Vida, do desenvolvimento do Nordeste”, declarou.

Ele também fez um apelo para que os eleitores convoquem a população idosa a voltar. “Vocês são as pessoas que têm a responsabilidade de, no dia 25, pegar as pessoas mais idosas, que acham que não devem mais votar, e convencê-las a votar.” Durante o ato, o petista também exibiu um cartaz com imagens de Maria, mãe de Jesus, com a frase: “Lula, leve com você essa Nossa Senhora. É para você”.

Lula tenta uma virada sem precedentes nas eleições presidenciais. Desde a redemocratização, nunca um candidato que terminou o primeiro turno na segunda colocação conseguiu vencer na etapa final.

No primeiro turno, ele alcançou 45,16% dos votos válidos, contra 47,03% de Flávio.

Em seu primeiro ato no segundo turno, na sexta-feira (9), Lula foi a Ceilândia (DF) ao lado do candidato ao governo do Distrito Federal Leandro Grass (PT).

O presidente não citou Flávio Bolsonaro nominalmente, mas mencionou o Banco Master e mortes na Covid-19.

“Esse país não voltará a ser governado pelo fascismo, não voltará a ser governado por aqueles assassinos de milhares de pessoas na Covid-19. Esse país não será governado pelo sócio do Banco Master, pelos parentes do Vorcaro”, declarou.

Rio Grande do Norte

A disputa de primeiro turno no Rio Grande do Norte terminou apertada, com menos de um ponto percentual de diferença.

A liderança mudou de mãos ao longo da apuração e Allyson (União Brasil) ficou à frente com 36,94%, ante 36,16% de Cadu Xavier, que se apresenta nas urnas como Cadu de Lula (PT).

Cadu busca dar continuidade aos oito anos de governos do partido no estado, com Fátima Bezerra, e manter a influência de Lula em um dos redutos petistas na região Nordeste do país.

O adversário, Allyson Bezerra, é ex-prefeito de Mossoró. No decorrer da campanha, tentou se dissociar tanto de Lula quanto de Flávio Bolsonaro, alegando nas redes ser um candidato “perseguido por duas estruturas nacionalmente fortes que estão com medo de perder”.

Allyson é investigado na Operação Mederi, deflagrada pela Polícia Federal e pela CGU (Controladoria-Geral da União) em janeiro de 2026 para apurar desvio de recursos públicos e fraudes em licitações da área de saúde de prefeituras do estado, como Mossoró. Ele nega participação em esquema criminoso.

No Rio Grande do Norte, o Ministério Público abriu uma investigação para apurar o caso de uma criança que apareceu sobre o teto de um veículo segundo um objeto semelhante a uma arma de fogo. A Polícia Civil também investiga o caso, ocorrido no município de Parnamirim (RN).

O menino vestia camiseta verde e amarela durante comemoração de eleitos de Flávio Bolsonaro.

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