Paraíba registra aumento de mais de 16% nos casos de dengue até outubro e 14 mortes em 2026, aponta boletim epidemiológico

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Por g1 PB

Aedes aegypti, transmissor da dengue. — Foto: MS/Divulgação
Aedes aegypti, transmissor da dengue. — Foto: MS/Divulgação

A Paraíba registrou um crescimento de 16,37% nos casos prováveis de dengue entre janeiro e outubro deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com boletim epidemiológico divulgado nesta terça-feira (13) pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-PB).

Também conforme o levantamento feito pela SES, 14 mortes pela dengue foram confirmados também entre janeiro e outubro deste ano. Em relação aos casos prováveis, no mesmo período do ano passado foram registrados 6.202.

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As mortes estão distribuídas entre os municípios de Alagoa Nova, Bayeux, Brejo do Cruz, Camalaú, Guarabira, João Pessoa, Monteiro e Sumé, com um registro cada; Campina Grande, com dois; e São Bento, com quatro.

A SES informou ainda que outras seis mortes em investigação, sendo três em João Pessoa e um em cada um dos municípios de Campina Grande, Mamanguape e Sapé.

O levantamento aponta que foram registrados 7.436 casos prováveis de arboviroses, incluindo, além da dengue, chikungunya e zika. Os casos de dengue equivalem a 97,05% de todos os casos prováveis de arboviroses no estado.

Apesar do aumento de casos de dengue, a chikungunya apresentou redução de 57,79%, passando de 507 para 214 casos em comparação dos mesmos períodos do ano passado e do atual ano. Em 2026, a zika contabiliza cinco registros e até o período analisado, não houve notificações de febre do oropouche no estado.

Os sintomas

A técnica responsável pela Vigilância das Arboviroses da SES, Carla Jaciara, destacou que o aumento dos casos prováveis de dengue exige atenção contínua, especialmente nas regiões que apresentam maior incidência da doença. Segundo ela, a identificação dos casos e a participação da população são fundamentais para reduzir os riscos de transmissão.

No caso da dengue, os principais sinais incluem febre alta, dores musculares e articulares, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, náuseas, vômitos, manchas vermelhas na pele, além de fadiga e fraqueza.

A chikungunya apresenta sintomas como febre alta, dores musculares e dores articulares intensas, acompanhadas de inchaço nas articulações. Também podem surgir manchas vermelhas na pele, dor de cabeça, fadiga e cansaço.

Já a zika geralmente causa febre baixa ou até ausência de febre, acompanhada de manchas vermelhas na pele, coceira, conjuntivite não purulenta, dores leves nas articulações, dor de cabeça, náuseas e vômitos.

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