Trump evita falar de Flávio Bolsonaro e volta a dizer que está acompanhando ‘eleições de perto’
por Folhapress

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a falar nesta sexta-feira (2) que acompanha as eleições brasileiras de perto. “Estamos analisando a questão como um todo e acompanhando isso muito de perto.”
O republicano foi questionado, na Casa Branca, se deve apoiar o candidato Flávio Bolsonaro (PL) para as eleições. Ele se esquivou de falar o nome do senador e disse apenas que está de olho no pleito. Esta é a segunda vez na semana que o republicano fala sobre as eleições brasileiras.
Na quinta, ele ainda disse que o Brasil é “um ótimo país”. “As pessoas do Brasil são fantásticas e é uma eleição muito importante.”
Em nenhuma das ocasiões, o presidente declarou apoio a nenhum dos candidatos. A declaração, entretanto, aconteceu a dois dias do primeiro turno das eleições e em meio ao receio do governo brasileiro de interferência de Trump no pleito, que desde que retornou à Casa Branca travou uma guerra tarifária contra o Brasil e determinou a aplicação de sanções contra autoridades do país.
Apesar do receio, o governo Lula (PT) evita, até o momento, tratar a questão como uma tentativa de interferência americana no Brasil a dois dias das eleições presidenciais. O primeiro turno ocorre neste domingo (4).
Em meio as tensões entre os países, a postura de Trump se difere de outras eleições na América Latina. Neste ano, ele apoiou explicitamente a campanha de Abelardo de la Espriella, que venceu na Colômbia. Trump chegou a receber Flavio no Salão Oval em maio, poucas semanas após uma reunião que teve com Lula também na Casa Branca. Mas, até agora, não declarou apoio ao candidato.
Nos últimos dias, congressistas encaminharam duas cartas a Marco Rubio (Departamento de Estado) afirmaram que o governo Trump interferiu nas eleições brasileiras. A primeira carta foi assinada pelo senador independente Bernie Sanders e outros 30 deputados democratas. Nesta semana, uma carta com três senadores, também condenava a postura dos EUA com o Brasil e cobrava garantias de que Washington vai aceitar o resultado das eleições.


