Advogado investigado teve apoio de Flávio Bolsonaro para fiscalizar juízes no CNJ

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por coluna Mônica Bergamo, Folhapress

Homem com cabelo curto e óculos, vestido com terno azul escuro, camisa branca e gravata azul clara com padrão, sentado em frente a fundo geométrico cinza e branco.
Willer Tomaz durante sessão no Senado Federal – Edilson Rodrigues – 04.out.17/Agência Senado

O advogado Willer Tomaz de Souza foi indicado por parlamentares para integrar o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) em uma vaga destinada à Câmara dos Deputados em 2023.

De acordo com dois magistrados de tribunais superiores, ele tinha o apoio do senador Flávio Bolsonaro (PL) e da bancada bolsonarista no parlamento, já que é amigo pessoal e homem de confiança do filho de Jair Bolsonaro.

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Nesta semana, a PF enviou ao STF (Supremo Tribunal Federal) um pedido de inquérito contra o senado por suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo Willer Tomaz, também investigado pela corporação por envolvimento com fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

O CNJ tem entre suas missões fiscalizar a gestão administrativa e financeira de juízes em suas comarcas, além de zelar pelo cumprimento dos deveres funcionais dos magistrados.

O advogado acabou desistindo da disputa em meio à má repercussão das discussões sobre seu nome. Havia resistência pelo fato de ele ter sido preso com base em delação de Joesley Batista, da JBS.

Willer Tomaz foi acusado de pagar propina a um procurador para obter informações privilegiadas sobre a empresa, para quem advogava. O defensor sempre negou as acusações.

Ele já era cogitado para o CNJ desde 2022 por deputados e por setores do Judiciário. Em meio à repercussão das discussões sobre o seu nome, no entanto, Willer Tomaz acabou desistindo de concorrer ao cargo.

Uma nota técnica do Ministério da Fazenda revelou nesta semana que o advogado foi o maior apostador em bets de todo o Brasil no ano de 2025 e aponta que a empresa Blaze não cumpriu com suas obrigações de fiscalização e controle que a autorizavam a funcionar no país.

O documento da Secretaria de Prêmios e Apostas, revelado pelo UOL e ao qual a Folha também teve acesso, afirma que Tomaz movimentou um total de R$ 5 bilhões em apostas no período e sacou mais de R$ 200 milhões —a maior parte desse montante foi transacionada dentro da própria plataforma, ou seja, valores ganhos, reapostados ou perdidos.

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