Em discurso na ONU, Zelensky pede punição à Rússia pela guerra

Presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy. © Reuters/UKRAINIAN PRESIDENTIAL PRESS SER

Por Karolini Bandeira

Em discurso aplaudido de pé na Assembleia Geral da ONU, na quarta-feira (21/9), o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, reforçou que os ucranianos querem paz e justiça e, sobretudo, que a Rússia seja punida pela guerra.

O líder falou em vídeo pré-gravado, e exigiu punição “para aqueles que tentam roubar o território ucraniano e pelos assassinatos de milhares de pessoas”.

“Nações do mundo, a Ucrânia quer paz”, continuou Zelensky. “A Europa quer paz. O mundo quer paz. E vimos quem é o único que quer a guerra. Há apenas uma entidade entre todos os estados-membros da ONU que diria agora, se pudesse interromper meu discurso, que está feliz com esta guerra”, disse, sem citar Vladimir Putin. “Mas não vamos deixar essa entidade prevalecer sobre nós, mesmo sendo o maior estado do mundo.”

O presidente ucraniano apontou as crises em cascata em decorrência da guerra no território europeu, sobretudo o aumento dos preços da energia, escassez de alimentos e a ameaça de um desastre nuclear em uma usina na Ucrânia, sob comando dos russos.

Zelensky também fez um apelo aos líderes de outros países, e pediu que seja estabelecido um teto de preço para o petróleo e o gás russos, exportações que financiaram o conflito. “Limitar preços é proteger o mundo. Mas o mundo vai aceitar? Ou vai ficar com medo?”, provocou.

Outro pedido foi a criação de um tribunal especial da ONU, focado em punir a Rússia, e que o país tenha direito de veto retirado no Conselho de Segurança da organização.

O discurso também foi crítico aos países com posições neutras. “Aqueles que falam de neutralidade querem dizer outra coisa”, destacou Zelensky.

Biden discursa

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, também discursou e renovou as acusações contra a Rússia na ONU na quarta (21/9). Na primeira parte do pronunciamento, Biden direcionou críticas às ameaças nucleares feitas pelo presidente russo, Vladimir Putin.

“Uma guerra nuclear não pode ser ganha, e não deve nunca ser travada. Hoje, estamos vendo violações perturbadoras a essa diretriz estabelecida pela ONU. Eles estão fazendo ameaças inaceitáveis […]. Nós não vamos permitir”, frisou.

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